Empresas interessadas em apoiar o evento podem agora ter o patrocínio deduzido do imposto de renda via Lei Rouanet
A proposta da Bienal Brasileira de Design 2010, que acontecerá em Curitiba, é fazer a cidade respirar inovação a partir de setembro deste ano. Para concretizar esse projeto ousado, os organizadores do evento conquistaram no final de 2009 um apoio fundamental: o Ministério da Cultura (Minc) chancelou a iniciativa por intermédio da Lei Rouanet (nº 8.313/91 - art. 18). Essa legislação institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), que oferece a empresas a possibilidade de deduzir do imposto de renda 100% do investimento por elas dedicado a propostas culturais em todo o Brasil.
Duas empresas já agararram a oportunidade e estão na posição de patrocinadores da Bienal 2010: a Fiat Automovéis e o Banco Santander. A expectativa dos organizadores é encontrar outros parceiros, por intermédio de cotas de patrocínio negociáveis. A dedução de imposto de renda de 2010, porém, não é a única vantagem advinda com o apoio à iniciativa.
Se o design sozinho, por ainda estar ausente do planejamento estratégico de muitas empresas brasileiras, não convence a patrocinar o evento, há uma preocupação global que permeará a Bienal: a sustentabilidade ambiental. Com o tema “Design, Inovação e Sustentabilidade”, o evento pretende refletir em mostras, fóruns, seminários, workshops, ações interativas e culturais sobre como projetar, produzir e consumir bens, satisfazendo as demandas atuais, sem comprometer o futuro do planeta. Uma meta que, desde os anos 80, entrou para ficar na agenda da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU).
Outro filão é a visibilidade empresarial: a Bienal 2010 será um evento de repercussão internacional, que espera receber 250 mil visitantes, entre espaços tradicionais e inusitados – estão no roteiro desde o Museu Oscar Niemeyer, projetado pelo próprio arquiteto, até a Rua XV de Novembro, primeiro calçadão exclusivo para pedestres do país, de alta circulação diária de pessoas. A proposta é atingir não apenas designers e profissionais de áreas afins, mas a comunidade em geral – crianças, idosos e portadores de necessidades especiais encontrarão a estrutura necessária para prestigiar com segurança e autonomia toda a programação. Além disso, a expectativa é que 500 mil internautas naveguem nas exposições virtuais.
Com curadoria geral de Adélia Borges, a Bienal é uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Movimento Brasil Competitivo (MBC), organizada pelo Centro de Design Paraná e pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). "Estamos começando o processo de mobilização para a construção dessa grande ação. É importante que a sociedade participe, pois os frutos gerados por um encontro como esse são para todo o país", afirmou o diretor-presidente do MBC, Cláudio Gastal, no pré-lançamento do evento, que aconteceu em novembro último.
O retorno de mídia também deve favorecer os parceiros: na Bienal anterior, realizada em Brasília, alcançou 4 milhões de reais. “O objetivo é atrair a imprensa nacional e internacional para mostrar o grande potencial criativo e econômico, bem como a capacidade e a competitividade que as empresas brasileiras estão buscando por meio de seus produtos e serviços”, explicou a diretora de projetos do Centro de Design Paraná, Letícia Castro Gaziri.
Para os patrocinadores, o apoio à Bienal pode ainda gerar conhecimentos acerca dos benefícios de inserção do design no ambiente de sua própria empresa. "Queremos desenvolver em outras áreas esta competência que o designer tem de olhar os processos como um todo", comentou durante o pré-lançamento o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.
Serviço:
Bienal Brasileira de Design 2010
Setembro a outubro, em Curitiba (PR)
www.bienalbrasileiradedesign.com.br
bienal@centrodedesign.org.br









