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Sinergia no apoio à inovação

Fonte: 
Capital semente online
Data: 
01/02/2010

Magnamed e Cianet são exemplos de empresas promissoras apoiadas simultanemante pela FINEP e o Criatec.
 
Alinhar as iniciativas públicas de apoio à inovação é fundamental para que o Brasil deixe de ser conhecido internacionalmente pela abundância de commodities e passe a ser forte também no comércio de produtos com alto valor agregado. A Magnamed e Cianet são exemplos de empresas promissoras que se beneficiaram da crescente sinergia entre as linhas de investimento governamentais. Ambas são apoiadas simultanemante pela FINEP, agência de financiamento ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e o Criatec, maior fundo de capital semente do Brasil, cujos principais cotistas são o BNDES e o Banco do Nordeste.
 
“Nosso objetivo é criar o que chamamos de a via expressa da inovação. Para isso, é preciso unir esforços para pavimentar o caminho desde os laboratórios até a chegada dos produtos ao mercado”, diz Robert Binder, gestor nacional do Criatec. Gerido pela empresa Antera Gestão de Recursos, em consórcio com o Instituto Inovação, o fundo vai aplicar, em todo o País, um total de R$100 milhões em cerca de 50 empreendimentos promissores. O aporte inicial máximo é de R$ 1,5 milhão por empresa. O fundo, que no final do ano passado alcançou a marca de R$ 21 milhões investidos em 15 empresas inovadoras, já possui unidades regionais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Belém, Florianópolis e Belo Horizonte. O capital semente beneficia empreendimentos em fase inicial de estruturação, muitas vezes ainda dentro de laboratórios e incubadoras.
 
O processo de prospecção de negócios é democrático, tendo em vista que qualquer empreendedor pode cadastrar projetos no site www.fundocriatec.com.br. No caso da Magnamed, empresa paulista de equipamentos médicos e hospitalares, o contato do fundo aconteceu uma semana após o cadastramento da proposta. “As negociações duraram cerca de 60 dias”, conta Wataru Ueda, diretor da Magnamed. O investimento aconteceu em dezembro de 2008 e, de acordo com a empresa, mais de R$ 2 milhões foram destinados a aumentar a linha de produtos, modernizar a infra-estrutura e obter a certificação da ANVISA e da marcação CE, norma que viabiliza a comercialização de equipamentos para a União Européia.
 
Há 4 anos no mercado, a Magnamed desenvolve módulos inteligentes para serem utilizados em ventiladores de terapia intensiva e aparelhos de anestesia. O produto chega a custar um terço dos similares importados.  Além disso, os concorrentes ofertam apenas soluções completas, com todos os controles e módulos já incorporados. Dessa forma, para que sejam realizadas atualizações, o equipamento inteiro precisa ser substituído. Com a estratégia baseada na venda separada dos módulos, a Magnamed inovou e começou a conquistar o mercado externo. A empresa já exporta para a Turquia e as negociações estão avançadas na Índia, México e Rússia.
 
O potencial do negócio também chamou a atenção dos analistas da FINEP, que decidiram aplicar no final de 2009 cerca de R$ 3,5 milhões na empresa através do Programa de Subvenção Econômica. Lançada em 2006, a iniciativa prevê o aporte de recursos não-reembolsáveis em empreendimentos inovadores. “É o poder público compartilhando com os empresários os riscos da inovação”, resume o presidente da FINEP, Luis Fernandes. Até o momento, a FINEP já lançou quatro editais nacionais da subvenção econômica à inovação. Ao todo, foram aprovados 825 projetos, que totalizaram investimentos superiores a R$ 1 bilhão.
 
Outra empresa apoiada simultaneamente pela FINEP e o Criatec é a Cianet Networking, de Florianópolis, que desenvolve tecnologias de acesso a internet banda larga a preços populares. "As classes A e B já estão atendidas. Nosso desafio é baixar o custo da inclusão digital por meio de produtos e serviços que possam alcançar as classes C e D da população”, revela  o presidente da Cianet, Norberto Dias. A empresa recebeu R$ 1,5 milhão da FINEP no final do ano passado, mesmo valor do investimento realizado pelo Criatec. Norberto conta que enviou uma versão resumida do plano de negócios ao site do fundo. Foram, então, dez meses de negociações para análise detalhada do plano, realização de uma auditoria externa e determinação do valor da empresa, até conseguir o aporte para investir em marketing e na abertura de quatro escritórios.
 

 
 



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