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ABDI e Anvisa capacitam funcionários na área de nanotecnologia


Professor, Oswaldo Alves, durante Oficina ministrada para funcionários da Anvisa        (Foto: Eduardo Cunha)

Foi realizada nesta quarta-feira, 12, no Centro de Referência do Trabalho, em Brasília, a Oficina Temática sobre Nanotecnologia e Regulamentação. O curso buscou capacitar um grupo de funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nivelando informações e abrindo debates sobre como propiciar um ambiente regulatório favorável ao desenvolvimento de nanotecnologia no Brasil. Participaram funcionários de diferentes áreas de atuação, como alimentos, fármacos, cosméticos e medicamentos. O evento marcou o início da parceria de cooperação técnica entre a Anvisa e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para o aperfeiçoamento da regulamentação, inovação e competitividade na indústria da saúde.

Na ocasião foram debatidos temas como conceitos, aspectos regulatórios e estratégias utilizadas por outros países para definir a regulação sobre nanotecnologia; a evolução dos conceitos sobre nanotecnologia; caracterização de namomateriais; nanotoxicologia; ciclo de vida de produtos com nanotecnologia; porque regular a nanotecnologia?; panorama sobre a regulação de nanotecnologia no mundo.

O palestrante do curso foi o professor de Química da Unicamp, Oswaldo Alves. O pesquisador é especialista em diversos temas relacionados com a Nanociência e Nanotecnologia, dentre elas nanocompósitos, nanotubos inorgânicos, nanopartículas metálicas, desenvolvimento de nanoecomateriais, interação de nanoestruturas com sistemas biológicos.

Para o professor Alves, um curso de capacitação como este é fundamental, pois repassa o conhecimento de uma maneira que as pessoas possam ter mais clareza do que é nanotecnologia. Também, segundo ele, serve para aproximar e nivelar a linguagem uma vez que os funcionários da Anvisa possuem diferentes formações e áreas de atuação. “O aspecto mais importante é que essas tecnologias passarão por processo de regulação. Como todas as novas tecnologias elas têm riscos e benefícios e a população precisa conhecer tudo para fazer as suas escolhas de forma consciente”, ressalta.

O pesquisador explicou que a nanotecnologia vem trazer conceitos principalmente os de toxicologia que eram aplicados em outras áreas e, na nanotecnologia, não podem ser aplicadas de forma plena. “Isso requer um grupo importante de pessoas que domine essa linguagem que domine novas técnicas que estejam prontas para enfrentar desafios de desenvolvimento de novas tecnologias, pois só assim caminharemos na direção de uma nanotecnologia segura”, avalia.

A gerente de projetos da ABDI Carla Naves ressaltou que a Agência vem desenvolvendo ações em parceria com a Anvisa, mas a constituição de uma comunidade prática é estratégica porque vai discutir as bases da regulamentação para tecnologias de fronteiras, visando criar um ambiente favorável a inovação.

“É o início do processo de formação de uma comunidade de prática de nanotecnologia que é estratégica para a competitividade da indústria da saúde. Este grupo proporcionará um ambiente de aprendizado em que há trocas de conhecimento e experiências entre empresas, comunidade acadêmica e governo.

O assessor da diretoria de regulação da Anvisa, Pedro Biensfeld, destacou que a Agência reguladora está buscando a capacitação do seu quadro técnico. “Trabalhamos com regulação de produtos com segmentos relevantes que são diretamente afetados pela nanotecnologia como produtos de saúde, fármacos, medicamentos, cosméticos, agrotóxicos. Precisamos que nossos funcionários estejam capacitados para poder trabalhar nestas regulações”.

Assessoria de Comunicação Social ABDI
Eduardo Cunha
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