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Fabricantes de chocolate apostam em crescimento do setor

Melhoria do cenário econômico, possibilidade de aumento do mercado consumidor e diversificação dos parceiros comerciais alimentam as expectativas dos empresários

Com expectativa de aumento de vendas de 10% em 2017 em comparação a 2016, fabricantes de chocolates apresentaram ontem, no 28 Salão de Páscoa da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados – Abicab suas apostas para a o maior evento anual do setor. O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, Guto Ferreira, participou da solenidade de abertura, em São Paulo, e garantiu aos empresários apoio técnico para a abertura de novos mercados importadores de insumos, diversificando os parceiros internacionais e buscando melhor relação custo e qualidade.

"Nosso posicionamento é claro em favor do desenvolvimento do setor. A importação de insumos, diversificando os mercados de modo sistêmico, não apenas em momentos emergenciais, é uma possibilidade de avanço. É bom lembrar que a cadeia produtiva do chocolate é vasta e com grande valor agregado, geradora de empregos industriais e, sobretudo, importante capilaridade no setor varejista", afirmou, após a leitura da mensagem enviada pelo ministro Marcos Pereira, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a quem também representava na ocasião.

A compra de insumos de mercados reduzidos, como Gana, em momentos de insuficiência da oferta nacional, limita a negociação do setor por preços, prazos e qualidade. Guto Ferreira colocou à disposição dos empresários o trabalho da equipe técnica da ABDI para a produção de estudos e estratégias capazes de subsidiar as decisões do setor. “A ABDI é, hoje, a única agência governamental de inteligência setorial e industrial do País. Além de produzir relatórios e estudos, a ABDI tem o papel de articular as ações entre os diversos atores da indústria. No caso do setor representado pela Abicab, está sendo realizado junto ao MDIC um trabalho de identificação de gargalos para a criação de políticas para o fortalecimento das cadeias do cacau e chocolate”, explica Guto Ferreira. O presidente lembrou, ainda, que, por determinação do ministro Marcos Pereira, foi criado um Grupo de Trabalho e já está sendo definida uma agenda de ações. “O ministro está aberto a ouvir e a realizar mudanças para melhorar a competitividade da indústria e incentivar a geração de emprego e de renda.”

O setor exporta para cerca de 30 países e amargou uma queda de vendas de 27,4% em 2016. Ainda assim, apesar das dificuldades enfrentadas nos mercados interno e externo, houve melhoria nos números de exportação em relação a 2015, que passaram de 375 milhões de dólares para quase 400 milhões de dólares, em 2016. A produção de chocolates também teve recuperação frente ao cenário de 2015: de janeiro a setembro de 2016, a produção de chocolate cresceu 13,2%, o que representa 393,4 mil toneladas, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Parte das exportações do setor de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados foram feitas ao amparo do regime de Drawback, que isenta ou suspende impostos na compra de insumos no mercado externo ou interno, vinculado a um compromisso de exportação.

Além disso, houve um aumento de 7% nas importações. É o maior crescimento desde janeiro desde 2013. O que significa também uma maior demanda por insumos. Para o ministro Marcos Pereira, “um sinal de recuperação da economia neste começo de ano”.

A indústria aposta na recuperação da economia e nos sinais de estabilidade política para aumentar as vendas em 2017, interna e externamente. O Brasil, hoje, é o quinto maior mercado consumidor do mundo, com 2,5 kg por pessoa por ano, com faturamento de R$ 12,4 bilhões em 2015, longe dos quase 11kg consumidos pela Suíça, por exemplo. Para o presidente da Abicab, Ubiracy Fonseca, há um grande espaço para a expansão do consumo e a estratégia de avanço deve considerar os hábitos e especificidades das regiões do país. “Temos uma parceira sólida com órgãos governamentais voltados ao comércio exterior, como a Apex-Brasil, e devemos estreitar as relações com a ABDI de modo estratégico, ampliando as ações em conjunto”, garantiu Fonseca.

O presidente da Abicab registrou, também, que o setor é um grande gerador de empregos sazonais. De outubro de 2016 a março de 2017, mais de 25 mil empregos foram criados, números de grande relevância sobretudo em cenário de crise e desemprego.

 

ABDI

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública, foi criada pelo governo federal no momento de retomada das políticas públicas de incentivo à indústria, em 2004. Ligada por contrato de gestão ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a ABDI é o órgão articulador dos atores envolvidos na execução da política industrial brasileira, em consonância com as políticas de ciência, tecnologia, inovação e de comércio exterior. A Agência oferece à indústria um centro de inteligência para a construção de agendas de ação setoriais e para os avanços no ambiente institucional, regulatório e de inovação no Brasil, por meio da produção de estudos conjunturais, estratégicos, tecnológicos e fomento a projetos e programas.