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Consulta Pública discute critérios para o edital do Programa Conexão Startup Indústria

Com mais de 200 participações on-line e off-line, que totalizaram mil players ouvidos, a Audiência Pública 001/2017, realizada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial - ABDI, na quinta-feira (23), confirmou o caráter colaborativo e transparente do Programa Nacional Conexão Startup Indústria. De acordo com o presidente da ABDI, Luiz Augusto de Souza Ferreira, a audiência pública foi um importante instrumento para provocar discussões, dar legitimidade ao projeto e contribuir com a construção colaborativa do programa. “Não basta aumentar a base das startups brasileiras. Temos de contribuir para que elas se integrem, se conectem à cadeia de valor do setor produtivo brasileiro. E nada melhor do que ouvir todo o ecossistema de inovação”, ressaltou o presidente, na abertura do evento, ao acrescentar que o Programa se propõe a criar uma “sinergia entre as pontas, sejam as startups, as indústrias ou as instituições de apoio aos negócios”.

No período da manhã, representantes de indústrias e instituições de apoio ao desenvolvimento de negócios discutiram inúmeros critérios para constarem no edital do Programa. Dentre as exigências para a indústria ser selecionada, foram analisadas a existência de processos e/ou áreas de inovação ou de interação com startups; se a indústria possui projetos anteriores com startups; e se possui capacidade de cumprimento de contrapartidas não financeiras.

O gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung, Antonio Marcos Marcon, afirmou que a companhia coreana está motivada com o Programa Nacional Conexão Startup Indústria. “Tivemos uma experiência recente, por meio de uma parceria com a Anprotec, onde estabelecemos o programa de economia criativa Grande Empresa-Startup. Essa parceria pode servir de modelo de referência para o Startup Indústria”, observou o executivo, ao citar áreas prioritárias para a inovação na visão da Samsung, como a educação digital, saúde digital, segurança da informação e mobilidade digital.

Já para as instituições de apoio aos negócios, foram analisados critérios como a expertise das entidades em processos de apoio ao desenvolvimento de empresas com produtos que combinem hardware, software e serviços; se possuem quadro de mentores que tenham experiência de trabalho na indústria; se têm capacidade financeira para o aporte de recursos; o tempo de existência, além de outros quesitos.

O período da tarde foi destinado à discussão e análise dos critérios para a seleção das startups. Com significativa participação on-line de empreendedores e representantes de associações de startups, as discussões focaram no ambiente de desenvolvimento que confirme a capacidade de simulação e implementação de soluções tecnológicas de hardware e software por parte da startup; se a empresa nascente já interagiu em alguma iniciativa direta com a indústria; se vendeu produtos e serviços para a indústria; se os projetos possuem impacto tecnológico e comercial; se possui experiência em gestão de projetos; se tem inovação e independência tecnológica; entre outros critérios.

Liliane Carvalho, executiva da Biominas, sugeriu que o programa leve em consideração os diversos estágios de desenvolvimento das startups. “Seria interessante, inclusive, fomentar projetos em fase inicial. É possível desenhar um processo de adequação de soluções de acordo com o estágio de cada startup”, avaliou. A representante da AbeDesign, Gisele Raulik Murphy, disse que a instituição está à disposição para discutir formas de integração do design no Conexão Startup Indústria. “Podemos colaborar para tornar os produtos e serviços mais adequados ao mercado e, portanto, com maior potencial de sucesso”, disse. Para Alexandre Barros, do Parque Tecnológico, as instituições de apoio selecionadas necessitam ter em seu portfólio startups Business To Business (B2B) e, principalmente, que promovam uma rede de colaboração e de mentoria na área da indústria e fundos de investimentos com foco em B2B.

Coordenadora da consulta pública, a gerente de Inovação da ABDI, Elisa Carlos, fez um balanço de todo o esforço da Agência, juntamente com diversos parceiros, para que o Programa fosse concebido, desde julho de 2016. “A inovação tecnológica do Brasil passa, necessariamente, pela integração digital das diferentes cadeias de valor dos produtos industriais, desde o desenvolvimento até o uso. E o foco do Conexão Startup Indústria é, justamente, a intersecção dos ecossistemas de startups e da indústria brasileira, como forma de impulsionar a geração de soluções para um setor produtivo mais competitivo e inovador”, destacou Elisa, ao lembrar que o programa foi concebido com princípios de metodologias ágeis, desenvolvimento colaborativo, interagindo com mais de mil players de inovação do mercado brasileiro.

Para Carlos Eduardo, da Altox, o Programa “fará as startups amadurecerem seus projetos de inovação dentro dos níveis e requisitos necessários para entrada no mercado”.  Já Flávia Sousa, da Anprotec, lembrou que o Programa coordenado pela ABDI “poderá ser um bom canal de conexão entre startups e indústrias”.  Diretor de uma startup de distribuição e logística, Luiz Gomes, da Lotebox, alertou para que as indústrias participantes do Programa disponibilizem profissionais com experiência no mercado para assumir o papel de mentorias técnicas. “Esta operação, além de manter um alinhamento bilateral, ajudará no relacionamento entre startup-indústria”, finalizou.

Ao final da audiência, a gerente de Inovação, Elisa Carlos, considerou bastante positivas as participações, tanto da consulta, quanto da audiência pública. “Agora, faremos a consolidação de todas as sugestões e contribuições advindas do setor industrial, das instituições de fomento e das startups. Nossa previsão é de que o edital seja publicado em até 60 dias”, adiantou. 

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