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ABDI participa do Fórum Global de Produtividade da OCDE

Durante missão, foi discutido futuro acordo de cooperação entre a ABDI e a Hungarian Trade House com foco nas startups

Brasília, 10 de julho de 2017 – A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) deverá firmar, em novembro, um acordo de cooperação com a Hungarian National Trade House, a contraparte da Agência na Hungria, com foco no estímulo, desenvolvimento e intercâmbio de soluções criadas por startups. Os termos do acordo foram discutidos durante o Fórum Global de Produtividade, promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nos dias 26 e 27 de junho, em Budapeste, na Hungria. Única entidade brasileira na missão, a ABDI foi representada pelo assessor especial da Presidência, Leonardo Reisman.

De acordo com Reisman, houve um consenso entre os participantes do Fórum sobre o impacto positivo da participação das firmas nas cadeias globais de valor sobre seus níveis de produtividade. No caso brasileiro e, de um modo geral, da América Latina, além da baixa participação nessas cadeias, questões como o baixo investimento em infraestrutura e o excesso de burocracia no ambiente de negócios explicam o resultado abaixo do esperado nos indicadores de produtividade dos últimos anos.

"Vivemos em uma região com características muito diferentes das observadas na Europa, inclusive no que diz respeito aos níveis de integração política e econômica entre os países”, observou Reisman. Após a formalização do acordo de cooperação entre a ABDI e a Hungarian House, há uma perspectiva de estudos e propostas concretas mais aderentes ao caso da América Latina, “detentora de peculiaridades regionais muito diferentes das observadas na Europa”, frisou. 

A ABDI deve participar, ainda, do comitê organizador de um seminário específico sobre produtividade na América Latina em 2018. “Nosso envolvimento adquire ainda mais importância pelo contexto atual do Brasil perante a OCDE”, apontou Reisman. Além de gestores da Trade House, participaram da reunião sobre o texto do acordo representantes da Embaixada brasileira no país e do Ministério das Relações Exteriores húngaro. A embaixadora brasileira na Hungria, Maria Laura da Rocha, ressaltou a importância da iniciativa da ABDI em estimular o ecossistema de startups do país. “Há muita sinergia entre as startups brasileira e húngaras, e diversos negócios já estão em andamento entre o setor privado dos dois países”, destacou a embaixadora.

Segundo Reisman, a agência será convidada a integrar a comitiva brasileira durante a realização da comissão bilateral Brasil-Hungria, que irá ocorrer em Budapeste no segundo semestre de 2017. “A sugestão é que o acordo entre as duas agências seja assinado nessa ocasião”, disse.  

Ecossistema de inovação

A capital húngara foi classificada recentemente como o melhor ecossistema da Europa Oriental para startups e scale ups. Com disponibilidade de capital, engenheiros bem treinados e salários bastante competitivos, Budapeste tornou-se uma base ideal para os empreendedores inovadores. LogMeIn, Prezi e Ustream representam o trio superior das startups húngaras, mas muitos outros esperam tornar-se cases de sucesso.

Apesar de Budapeste ainda não estar na mesma escala de “hubs” como Londres, Berlim ou Estocolmo, o potencial de inovação é enorme. Um dos destaques é o alto nível de educação científica nas escolas húngaras, o que também significa que há uma riqueza de talentos que podem ser usados. "A Hungria treina entre 8 mil e 10 mil jovens engenheiros todos os anos, que trabalham a partir de US$ 1.050 por mês, valor quatro vezes menor que em Berlim", observou o presidente do Design Terminal, uma "incubadora de inicialização" financiada pelo governo, que ajuda as novas empresas a estabelecerem seus negócios.

Assessoria de Comunicação
Bruna de Castro
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