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ABDI integra Grupo de Trabalho que definirá Estratégia Nacional para a Indústria 4.0 no Brasil

Na abertura da reunião, Guto Ferreira explicou aos integrantes do GTI 4.0 a participação da Agência no projeto


Brasília, 26 de julho de 2017 – O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, participou na quarta-feira (26), no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), da reunião de instalação do Grupo de Trabalho da Indústria 4.0 (GTI 4.0). Na abertura da reunião, Guto Ferreira disse aos integrantes do GTI 4.0 que a ABDI passou por uma série de transformações, se posicionando como uma agência de inteligência do governo federal para o setor produtivo. "Desde o primeiro momento, o ministro Marcos Pereira tem nos pedido muita atenção e celeridade nos temas relacionados à Indústria 4.0. No caso da ABDI, nós vamos trabalhar em dois polos dentro desse projeto: um é o modelo de maturidade e outro é o desenvolvimento dos testbeds".

Guto explicou que o modelo de maturidade consistirá em uma plataforma onde a própria indústria vai conseguir enxergar o momento de maturidade em que está em relação à indústria 4.0. "A indústria vai poder enxergar se está na era 1.0, 2.0, 3.0 e se está pronta para dar esse salto para a 4.0. Na Alemanha, por exemplo, que é um país que tem avançado muito nesta discussão, pouco mais de 10% da indústria alemã são considerados 4.0, então, essa ainda é uma transformação que deve levar alguns anos”.

O presidente da ABDI ressaltou, ainda, que o desafio do Brasil é estar no timing correto. “Nos próximos dez anos, teremos uma atualização do maquinário entre 40% e 50 % do nosso parque fabril. É uma atualização muito sensível e extremamente necessária. Se a gente conseguir casar essa atualização de maquinário, mantendo o foco na inovação tecnológica voltada para a indústria 4.0, isso obviamente fará o Brasil dar um grande salto".

Na reunião, Guto Ferreira anunciou que a ABDI vai disponibilizar, no orçamento do próximo ano, R$ 5 milhões para os testbeds, que são plataformas de experimentação de novas tecnologias, em um ambiente que reproduz em escala um cenário real. "Os testbeds são laboratórios-piloto que nós colocaremos em áreas ou plantas específicas, dentro de alguns setores que iremos identificar como áreas de fronteira, sob a coordenação do MDIC. O setor têxtil, por exemplo, já tem feito grandes avanços em 4.0.", exemplificou.

Estratégia

 
O GTI 4.0 tem como atribuição propor uma Estratégia Nacional para a Indústria 4.0, buscando sua correlação com outras ações governamentais em curso que impactam a indústria nacional. O GTI 4.0 será coordenado pelo Gabinete do MDIC e terá a participação dos ministérios da Educação (MEC), da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), da Fazenda (MF), do Trabalho (MT) e da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SEAE), entre outros.

Também fazem parte do grupo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)

O setor privado será representado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O setor acadêmico estará presente com representantes das instituições de ensino e pesquisa que desenvolvam atividades relacionadas à Indústria 4.0.

"Gostaria de ressaltar aqui a importância da criação deste GT para o Governo Federal. Temos a oportunidade de vivenciar um marco real da história da evolução industrial e, mais do que isso, temos a oportunidade de contribuir para a elaboração de propostas de políticas públicas que serão fundamentais para a transformação da indústria", disse o ministro interino da Indústria, Marcos Jorge de Lima, que presidiu a reunião.

A Indústria 4.0 incorpora novas tecnologias à indústria tradicional, conectando nossos parques fabris às nuvens, a sistemas sensoriais virtuais-físicos, entre outros. A transformação digital é um desafio e uma oportunidade para a indústria brasileira, porque o investimento em tecnologia, certamente, implicará avanços na competitividade da nossa indústria", completou Marcos Jorge.

Assessoria de Comunicação
Sandro Lima
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