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Grupo de trabalho sobre mobilidade elétrica mapeia desafios do setor

O Rota 2030, novo regime automotivo que substituirá o Inovar-Auto, está debatendo o tema mobilidade elétrica no Brasil. O grupo de trabalho que trata do tema reuniu-se nesta quarta-feira (27), no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em Brasília. O colegiado está fazendo um levantamento de informações sobre o setor. A ideia é desenvolver um mapeamento dos principais desafios para a implementação da produção em larga escala de veículos movidos a energia elétrica no país. Entre as principais preocupações levantadas estão a produção de baterias de lítio utilizadas pelos elétricos em futuras fábricas brasileiras, a instalação de postos de recarga e a implementação no transporte público, além do desenvolvimento da cadeia de fornecedores para subsidiar as montadoras.

O MDIC, em conjunto com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), está capitaneando as discussões sobre o tema. Para o diretor de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico da ABDI, Miguel Nery, o Brasil não pode se excluir do processo de modernização da frota veicular. “Vários países e cidades do mundo já definiram datas para encerrar a venda ou a produção de veículos com motores à combustão. Algumas nações europeias definiram que até 2030, 30% do total de carros, motos e ônibus circulando sejam elétricos”. Já existe uma campanha global, chamada EV30@30, que incentiva os países a adotarem datas para o fim da produção de veículos poluentes.

A diretora do Departamento das Indústrias para a Mobilidade e Logística do MDIC, Margarete Gandini, fez uma fala na mesma linha. “O tema da eletromobilidade já está sobre a mesa. Vários modelos elétricos foram apresentados no Salão do Automóvel de Frankfurt. O Brasil está atento a isso. É importante destacar também que, no mercado, esses veículos elétricos serão complementares a outros modelos já existentes”, explicou.

Esta também foi a avaliação do presidente da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. Para ele, a indústria brasileira ‘deve olhar de forma ampla para todas as tecnologias disponíveis’.  “Um grande desafio é como vamos nos inserir no mercado. Temos que olhar para o que está sendo feito lá fora. Precisamos inserir essas tecnologias e produtos aqui no Brasil para que possamos, gradualmente, fazer parte da discussão global do assunto”, disse.

O Brasil já tem uma pequena frota de carros elétricos. Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam a existência de 2,5 mil veículos desse tipo no país, número baixo se comparado ao total de 92 milhões de veículos em circulação, segundo o Departamento Nacional de Trânsito. A ideia é de que haja um aumento gradual dos carros elétricos, mesmo movimento que ocorre em outros locais. Na Noruega, por exemplo, 29% da frota é de elétricos.  

Estão previstos novos encontros do grupo de trabalho, nos quais, aos poucos, será desenhada a proposta de política voltada aos veículos elétricos. O projeto vai integrar o Programa Rota 2030. No encontro participaram integrantes do Governo Federal, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos), ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos), ABRAVEI (Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Inovadores), produtores de baterias e entidades de classe, entre outros.  

Assessoria de Comunicação
Fernando Rotta
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