Ações ABDI

Página Inicial > Notícias

Voltar

ABDI Na mídia Newsletters

Industriais de Fortaleza visitam centros de pesquisa em Nanotecnologia

Fortaleza, 06 de outubro de 2017 – Biomassa utilizada para produção de carbono, polímero de quitosana produzido a partir da carapaça do camarão, amaciante de roupas com propriedades de repelência, hidrogel cicatrizante para uso veterinário, odorizador para fraldas com bloqueador de odores. Estas e muitas outras inovações na indústria foram apresentadas a empresários cearenses, na sexta-feira (06), durante a visita técnica que integrou a programação do Seminário Nanotecnologia para a Indústria.

Iniciativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o seminário contou com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Segundo a especialista em Projetos da ABDI, Cleila Pimenta, as visitas técnicas são importantes para que os empresários conheçam, na prática, os resultados da nanotecnologia. “Em Fortaleza, há um mercado pujante de pesquisas em nano e, muitas vezes, os industriais desconhecem o que está sendo feito. Essa ação contribui para a disseminação desse conhecimento e para o estímulo à busca de financiamentos por parte das indústrias”, afirmou a especialista.   

Mais de 20 industriais visitaram a empresa TQuímica, uma indústria do setor de higiene e limpeza profissional que produz saneantes, produtos agrícolas e de uso veterinário, além de cosmética e saúde. O diretor executivo da TQuímica, Felipe Sátiro, apresentou os processos da empresa e falou da jornada para a conquista do mercado português, onde deverá inaugurar sua planta ainda no primeiro semestre de 2018.

“Temos a convicção de que podemos não só crescer, mas também contribuir com o nome do Brasil nessa operação de internacionalização em Portugal e toda a Europa. Fizemos parceria com a Universidade Federal do Ceará e conseguimos transformar ciência, pesquisa e inovação em produtos bastante competitivos”, afirmou o diretor.

No período da tarde, a comitiva visitou três laboratórios para conhecer as pesquisas em nanotecnologia em curso na Universidade Federal do Ceará (UFC). O professor e pesquisador Odair Ferreira, do Departamento de Física da universidade, falou da dificuldade em integrar a academia com as demandas da iniciativa privada.

“A integração academia-mercado é muito complexa, mas extremamente positiva para o crescimento da inovação no Brasil. Uma tese de pós-doutorado sem alguém para investir e transformá-la em produto não tem valor algum. Só podemos considerar o conhecimento como inovação quando conquista o mercado e traz valor agregado para o país”, disse o acadêmico, que atualmente se dedica a pesquisas para a produção de grafeno a partir da casca do arroz.

Com o acompanhamento de representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da CNI, a comitiva conheceu os laboratórios de Química e Física, além dos serviços da Central Analítica, um laboratório de análises em nanotecnologia da UFC que atende as demandas de pesquisa da própria universidade e do mercado privado do Ceará e regiões.

Assessora de Comunicação
Bruna de Castro
(61)3962-8700
imprensa@abdi.com.br