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ESPECIAL - Indústria 4.0 prevê processos ágeis, enxutos e flexíveis, diz especialista da ABDI

São Paulo, 05 de dezembro de 2017 – A construção de vantagens competitivas e o acesso ao crédito e aos financiamentos foram os principais temas discutidos, no período da tarde, no 1º Congresso Brasileiro da Indústria 4.0, realizado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Representando o presidente da ABDI, Guto Ferreira, o especialista da Coordenação de Inovação e Indústria de Alto Impacto, Valdênio Araújo, apresentou as ações realizadas pela Agência, em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), com a Fiesp e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). “Para planejar e desenvolver a política nacional de Indústria 4.0, que será lançada em breve, nós desenvolvemos uma metodologia de prototipagem, validação e multiplicação das ações das empresas. A proposta é avaliar a maturidade tecnológica e contribuir para que elas possam se inserir o mais rapidamente possível na quarta revolução industrial”, afirmou.

Araújo lembrou que processos enxutos, ágeis e sustentáveis, somado à flexibilidade são pilares da indústria 4.0. “É preciso que as empresas não subestimem os desafios de competitividade que enfrentaremos. É necessário o entendimento da estrutura da empresa, foco no cliente, estabelecimento de parcerias e o uso da tecnologia adequada para superar desafios prioritários”, afirma, destacando que capacitar os colaboradores de forma contínua, atualizar processos e novos modelos de negócios são os primeiros passos para a adaptação a este novo ciclo do processo industrial.

O especialista relatou, ainda, os efeitos da série de workshops intitulados “Rumo à Indústria 4.0”, realizados pela ABDI e pelo Senai-SP. “Atendemos, ao todo, 120 empresas com consultoria, análise de maturidade dos negócios e apoio na produção dos roadmaps setoriais para introdução à Indústria 4.0”, afirmou Araújo, ao citar que foram realizadas ações nas unidades do Senai de Campinas, São Caetano, Sertãozinho e São Paulo.

Apoio e investimentos

“Precisamos considerar fatores como mercado, infraestrutura e regulação”, afirmou o diretor presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Américo Pacheco. “Muitas indústrias ainda estão na era 2.0, faltam políticas de fomento e subsídios”. Ele destacou ainda a coordenação de várias instituições para apoiar as empresas. “O foco da Fapesp está na pesquisa e no conhecimento tanto com viés acadêmico como tecnológico”, disse.

O diretor presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Emprapii), Jorge Almeida Guimarães, lembrou que a instituição presta serviços de fomento entre grupos de pesquisa aplicada e empresas no Brasil, com 42 unidades no país. “Um terço dessas unidades tem pesquisas sobre manufatura avançada”, disse.

Para o superintendente regional da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Oswaldo Massambani, é importante estimular o aumento do investimento privado em pesquisa, desenvolvimento e inovação. “Isso é fundamental para o país”, disse. “O governo já faz muitos aportes, mas sem o investimento privado não vamos conseguir avançar muito”.

Marcos Pinto do Amaral, gerente de Planejamento Powertrain da Volkswagen, disse que várias empresas podem trilhar o mesmo caminho. A Indústria 4.0, uma revolução, precisa estar na cultura da empresa. É necessário mudar o “mindset” das pessoas, sensibilizando todos na empresa, além de qualificar e requalificar todos seus níveis.

A Internet das Coisas (IoT) é ponto muito discutido na Volkswagen, afirmou. Destacou que apenas 27% dos projetos de IoT têm sucesso. Deu como receita redefinir o mindset, começar pequeno e adotar uma estratégia de longo prazo, selecionar parceiros que vão ajudar na pavimentação dessa estrada, reavaliar o negócio, inovar, pôr em foco um número limitado de tecnologias de IoT, daí construindo o próprio caminho.

Eduardo Almeida, vice-presidente para a América Latina da Unisys, disse que o software para permitir a interoperabilidade da cadeia de produção deixa de ser industrial. “Há tendência cada vez maior de fim dos protocolos próprios e adoção de protocolos abertos, para permitir a interoperabilidade. A segurança precisa permear tudo, mas a superfície de ataque cibernético é muito maior”, afirmou. As empresas precisam de colaboração entre equipes, de conhecimento, da criação de forças-tarefa para estudar vulnerabilidades. A segurança deve fazer parte de tudo que uma empresa faz, e é preciso ter em mente que ela sempre estará sob risco, alertou o executivo.

Marcos Giorjiani, diretor geral da Beckhoff, explicou que o que interessa para uma empresa é “fabricar bem”. Lembrou que o caminho não poder ser complicado, demorado e caro para chegar à Indústria 4.0. A automação, disse, tem que estar integrada à tecnologia da informação. A Indústria 4.0 requer o mais alto desempenho, o mais alto grau de funcionalidade integrada, a melhor integração com TI, a plataforma de automação mais aberta, o mais alto grau de liberdade de engenharia.

Visita técnica

O evento segue até esta quarta-feira (06/12), com uma visita à Escola Senai Armando de Arruda Pereira, em São Caetano do Sul. A unidade é uma referência em pesquisa dos rumos da manufatura mundo afora. 

A quarta revolução industrial ou indústria 4.0 envolve o aumento da informatização na indústria de transformação, com máquinas e equipamentos totalmente integrados em redes de internet.  Como resultado, tudo pode ser gerenciado em tempo real, até mesmo a partir de locais diferentes.

Com informações da Agência Indusnet Fiesp.

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