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ESPECIAL - Congresso Brasileiro marca pré-lançamento da política nacional da Indústria 4.0

Realizado pela ABDI e Fiesp, evento discutiu os impactos da quarta revolução industrial no Brasil

São Paulo, 05 de dezembro de 2017 – A presença de mais de 700 pessoas no 1º Congresso Brasileiro da Indústria 4.0, realizado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pela Federação da Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), comprovou que o setor produtivo brasileiro está ciente da necessidade de se preparar para os impactos da quarta revolução industrial, a chamada Indústria 4.0.

Realizado na sede da Fiesp, o Congresso contou com industriais, empresários, acadêmicos, membros de entidades representativas da indústria e de bancos de fomento, investidores, CEOs de startups e aceleradoras, além de profissionais ligados à inovação nacionais e internacionais

Durante a abertura do evento, o presidente da ABDI, Guto Ferreira, ressaltou que os novos modelos previstos na Indústria 4.0 causarão uma completa transformação no tecido industrial mundial e em toda a cadeia global de valor. “Obviamente, o Brasil não pode ficar fora dessa corrida. Temos de nos preparar para essa quebra de paradigma, de cultura e para a chegada de novos formatos de negócio”, disse.

O presidente da ABDI citou exemplos como o uso do Big Data, Internet das Coisas, Computação em Nuvem, Realidade Virtual, Robotização, Impressão em 3D, o espelho virtual – que permitirá à indústria têxtil customizar a peça com as medidas exatas do cliente – além da possibilidade de controlar toda a manufatura da fábrica à distância, entre muitas outras soluções.

“Também estamos falando da união entre as demandas de setores industriais tradicionais com as novas gerações que produzem soluções tecnológicas, as startups. O Brasil é altamente competitivo no ecossistema de startups e, cientes disso, lançamos recentemente o Programa Nacional Conexão Startup Indústria, que já está caminhando para a versão 4.0”, destacou.   

Guto falou, ainda, das ações coordenadas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) para alavancar a Indústria 4.0 no país. “Depois de seis anos, o Brasil vai receber, em março de 2018, o Fórum Econômico Mundial, em sua versão na América Latina, fruto de incansável articulação do MDIC. E no Fórum, será lançada a Estratégia Nacional da Indústria 4.0, as bases que irão nortear a quarta revolução no Brasil”, adiantou, ao mencionar as políticas de estímulo às energias renováveis e a política automotiva Rota 2030, que substituiu o Inovar Auto. “Um país como o Brasil não pode prescindir de uma política automotiva, moderna, eficiente e alinhada aos novos conceitos da indústria automotiva no mundo”, frisou.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, lembrou que a mudança “assusta em um primeiro momento, mas precisamos enfrentar e tirar proveito dos impactos e das oportunidades. Ou nos preparamos e nos fortalecemos ou ficaremos para trás”, apontou.

Skaf lembrou que as coisas estão mudando numa velocidade muito maior. “Muito em breve, 100 anos valerão por 20 mil anos de transformações passadas. A educação vai mudar e nossos jovens que estão hoje na escola não têm ideia de quais profissões surgirão. Muitas ocupações morrerão, outras surgirão e é preciso estar preparado”, aconselhou.

Também participou da mesa o vice-presidente e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, que destacou a importância de olhar para as mudanças. “As empresas que já estão se preparando, não recuem. Qualquer indústria pode se inserir nesse processo, entrar na era da indústria 4.0”, lembrou.

Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, o Brasil está atrasado na corrida da Indústria 4.0. “Temos de reconhecer nosso atraso e recuperar o tempo perdido. Primeiro, precisamos ter atitude para mudar de rota. Em segundo, estabelecer o que é importante para nos incluirmos nessa quarta revolução, desde a indústria, que é o berço dessa mudança, até os governos e a própria sociedade”, alertou, ao acrescentar que a indústria 4.0 irá impactar todas as atividades humanas, seja na educação, saúde, segurança, transporte, logística, cultura e hábitos de consumo.

Parceria com Israel

Durante o painel “Iniciativas de Indústria 4.0 pelo mundo”, que contou com a participação de palestrantes internacionais, o presidente da ABDI, Guto Ferreira, assinou um Memorando de Intenções com a presidente e CEO da Israel Advanced Technology Industries (IATI), Karin Mayer Rubinstein.

O documento prevê uma parceria entre as instituições do Brasil e de Israel para a troca de experiências e intercâmbio de ações com o objetivo de promover projetos de apoio à indústria 4.0 entre os dois países. “Nosso foco inicial será a segurança cibernética”, disse Ferreira.

A IATI é uma empresa sem fins lucrativos que funciona como guarda-chuva para 700 empresas inovadoras. Em sua fala, Karin ressaltou que a indústria israelense é bastante competitiva e inovadora. “Temos uma agência governamental de inovação, com capital do governo e privado, que compartilha os riscos do negócio com a iniciativa privada e isso dá muito certo. “Mais de 10% dos nossos empregos estão na alta tecnologia e temos o DNA da inovação. Mas, atualmente, nosso grande desafio é a falta de engenheiros. Temos uma demanda urgente para 10 mil profissionais de engenharia e por isso, estimulamos nossas crianças a serem inovadoras e também buscamos parcerias internacionais”, disse a CEO da IATI.

Também falaram das iniciativas em seus países Byoung-Gyu Yu, presidente do Instituto Coreano para Economia Industrial e Comércio;  Rayner Stark, diretor da Divisão de Criação de Produtos Virtuais, do Instituto Fraunhofer, da Alemanha; Lynne McGregor, especialista em Manufatura Avançada de Alto Valor Agregado, da Instituição Innovate do Reino Unido; Suresh Kannan, presidente da Digiblitz e membro do Consórcio de Internet Industrial, na Índia; e Yutaka Manchu, secretário-geral adjunto do Conselho de Revolução Robótica do Japão.

Assista à íntegra das palestras no site da Fiesp.

Indústria 4.0

A quarta revolução industrial ou indústria 4.0 envolve o aumento da informatização na indústria de transformação, com máquinas e equipamentos totalmente integrados em redes de internet.  Como resultado, tudo pode ser gerenciado em tempo real, até mesmo a partir de locais diferentes.

O 1º Congresso Brasileiro da Indústria 4.0 segue até esta quarta-feira (6/12), com uma visita à Escola Senai Armando de Arruda Pereira, em São Caetano do Sul. A unidade é uma referência em pesquisa dos rumos da manufatura mundo afora. O congresso foi aberto pelo presidente da Fiesp, do Ciesp e do Senai-SP, Paulo Skaf.

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