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Congresso da Indústria 4.0 é encerrado com debate sobre políticas públicas e empresariais

São Paulo, 06 de dezembro de 2017 – Experiências internacionais na implementação da indústria 4.0 foram o tema do último debate do Congresso Brasileiro da Indústria 4.0, realizado nos dias 5 e 6 de dezembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pela Fiesp, em parceria com o Centro das Indústrias do Estado (Ciesp) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), o Congresso discutiu os impactos das tecnologias advindas da Indústria 4.0 no setor produtivo brasileiro e como as empresas devem se preparar para a chamada quarta revolução industrial.

A presidente e CEO da IATI (Israel Advanced Technology Industries, Organização de Indústrias Tecnológicas Avançadas de Israel, em português), Karin Rubinstein, disse que o país investe muito nas empresas nascentes de base tecnológica (startups). “Temos cerca de cinco mil startups em Israel, e são aceleradas, anualmente, aproximadamente 500”, afirmou.

Para Rubinstein, “criar uma cultura empreendedora e inovadora e fazer conexão direta do setor produtivo com a academia e parceiros internacionais pode ser o caminho para se alcançar o patamar da indústria 4.0”, afirmou, ao citar o Memorando de Entendimentos assinado, na terça-feira (05), entre a IATI e a ABDI, com o objetivo de estimular parcerias de manufatura avançada entre os dois países.

O presidente do Instituto Coreano para Economia Industrial e Comércio, Byoung-Gyu YU, destacou a importância de o governo brasileiro apoiar as micro e pequenas empresas. “Nos pequenos negócios estão grandes oportunidades e soluções para processos enxutos, flexíveis e inovadores. É isso que fazemos na Coreia do Sul, e com grande êxito e conexões entre as pequenas e grandes organizações”.

Já o diretor da Divisão de Criação de Produtos Virtuais do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, Rainer Stark, afirmou que o mais importante para se alcançar a Indústria 4.0 é a coleta e interpretação dos dados. “Não adianta apenas automatizar. É importante saber coletar, interpretar e usufruir das informações no tempo certo para a correta tomada de decisão”, lembrou, ao destacar que as novas tecnologias advindas da Indústria 4.0 deve estar na estratégia central do governo e das empresas brasileiras.  

Também falaram das experiências em seus países o membro do Industrial Internet Consortium e presidente da Digiblitz, Suresh Kannan, e o secretário-geral adjunto do Conselho de Revolução Robótica do Japão e especialista em Internet das Coisas Industrial, Yutaka Manchu.

Ações da ABDI

Representando o presidente da ABDI, Guto Ferreira, o especialista da Coordenação de Inteligência e Indústria de Alto Impacto, Valdênio Araújo, falou sobre o trabalho de planejamento e apoio da Agência ao MDIC na construção da Política Nacional da Indústria 4.0, que deverá ser lançada no primeiro trimestre de 2018.

Araújo mencionou, ainda, outras ações da Agência para estímulo e disseminação da Indústria 4.0 no país. “A ABDI lançou, no ano passado, o Programa Nacional Conexão Startup Indústria, com o objetivo de conectar, de forma colaborativa e inovadora, as demandas da indústria com as soluções criativas das startups. Serão investidos, até o próximo ano, cerca de R$ 50 milhões no programa, que já está caminhando para sua segunda edição, com foco na indústria 4.0”, ressaltou Araújo.

Outra ação da ABDI que contribuirá para um ganho de competitividade da indústria brasileira é a reestruturação e modernização do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Segundo Araújo, a ABDI foi incumbida, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) de investir R$ 20 milhões no processo de modernização do Instituto, com o objetivo de otimizar o tempo de emissão de patentes industriais.

Também foram elencados os projetos de apoio e disseminação de tecnologias voltadas para Cidades Inteligentes, o Brasil Mais Produtivo, além de iniciativas de inserção internacional, coordenadas pela Assessoria de Relações Interacionais, com diversas parcerias entre a ABDI e agências congêneres de mercados globais, como Israel, Coréia do Sul e Hungria.    

O debate foi moderado pelo vice-presidente e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. Pela ABDI, também participaram do debate o assessor especial de Relações Internacionais, Leonardo Reisman, o especialista em Projetos e coordenador da Rede Nacional de Produtividade e Inovação (Renapi), Roberto Pedreira, e a assessora de Relações Internacionais, Luiza Clemente.

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