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Segurança é peça-chave para cidades inteligentes

Brasília, 13 de dezembro de 2017 - As soluções para cidades inteligentes devem passar por critérios de segurança para a instalação. O entendimento é do grupo que participou do primeiro workshop do projeto “Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes”. O encontro, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ocorreu nesta quarta-feira, em Brasília (DF).

Para o líder do projeto de cidades inteligentes da ABDI, Carlos Frees, os desenvolvedores das tecnologias precisam pensar na segurança em primeiro lugar. “Os ataques vão ocorrer, então as soluções precisam minimizar os impactos das ofensivas”. A Agência está montando, em parceria com o Inmetro, uma mini cidade para testar as tecnologias de cidades inteligentes. Para as empresas colocarem suas tecnologias à prova, será preciso atender requisitos de segurança. O ambiente vai funcionar no campus do Inmetro, em Xerém (RJ).

Vinicius Antunes, integrante da consultoria responsável por modelar esse ambiente, esclarece que foi desenvolvido um critério de segurança. A escala tem quatro níveis e leva em conta principalmente a possibilidade de risco à vida que aquela tecnologia possui. O Centro de Comando e Controle, considerado coração de uma cidade inteligente porque gerencia todas as soluções, é classificada com grau máximo. “Cidades inteligentes sem a preocupação com a segurança cibernética são cidades perigosas. Para combater esse tipo de ataque é fundamental que o município classifique o nível de criticidade das tecnologias. O semáforo inteligente terá uma atenção maior que a lixeira, por exemplo”, defende Antunes.

Os ataques a cidades inteligentes já ocorreram em algumas localidades do mundo. Em Nova Iorque  (USA), o sistema de semáforos sofreu um ataque recente. O hacker, no lugar de invadir a central de controle das sinaleiras, substituiu os dados enviados pelos sensores espalhados pelas ruas. John Doin, que trabalha com segurança cibernética, explica que o trabalho do invasor foi simples, porque os sensores não têm nenhuma defesa. “Isso é um alerta. Ele comprou um sensor por 100 dólares e invadiu um dos sistemas de trânsito mais caros do mundo. É preciso enxergar o sistema em sua totalidade. As falhas sempre vão ocorrer, mas elas devem ser minimizadas”.

No ambiente de testes do Inmetro, a segurança será pré-requisito fundamental. O representante do Instituto, Rodolfo Souza, explicou que a instituição já tem três laboratórios que tratam da questão. “Fazemos a acreditação de relógio ponto, por exemplo. Tem muito a ser feito, mas não partimos do zero”. O líder do projeto na ABDI defende que o ambiente dá segurança para a aquisição de tecnologia. “Testando a segurança em um ambiente controlado, poderemos oferecer soluções com menor risco para os prefeitos”. A ideia é que, à medida que as soluções passem pelos testes e sejam aprovadas, constitua-se um catálogo para os municípios adquirirem tecnologias de forma segura.