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Empresários conhecem benefícios da nanotecnologia

Porto Alegre, 03 de maio de 2018 – Nesta quinta-feira (3), o salão de eventos da Fiergs – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul -, em Porto Alegre (RS), sediou o workshop Nanotecnologia em Produtos Industriais: Alavancangem para a Geração de Negócios. No encontro, empresários, industriários, professores e interessados debateram a nanotecnologia no Brasil. 

Na abertura, a especialista em nanotecnologia da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cleila Pimenta, apontou que o investimento das empresas no setor é uma forma de qualificar os produtos. “Temos o dever de ajudar a indústria a crescer. Apresentar a nano é um passo importante neste caminho”, destaca. O diretor da Fiergs, Carlos Martini, foi na mesma linha. “O Brasil precisa inovar com nanotecnologia, 24% das pesquisas feitas neste campo no mundo são chinesas. Eles estão se preparando para o futuro, nós precisamos fazer o mesmo”. 

O professor de física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), João Jornada, deu uma aula aos presentes sobre o tema. Segundo o especialista, o campo de estudos da nanotecnologia já está maduro. “Atualmente, existem materiais nano já vendidos como commodities. As empresas não precisam necessariamente investir em pesquisa. Você já consegue comprar no mercado, por exemplo, um pó com tecnologia nano, que aplicado de uma determinada forma terá um resultado sobre o seu produto”.

Foram apresentados sites que já catalogam as tecnologias e deixam disponíveis para aquisição. 

Financiamento

O evento contou com um painel sobre financiamento para nanotecnologia. Os empresários presentes puderam se informar sobre algumas linhas de crédito para inovação no Brasil. Marcelo Nicolas, gerente de inovação da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), explicou que as indústrias têm cinco passos para conquistar financiamento – risco, abrangência, barreiras, impacto e externalidades. “Além dos riscos e abrangência, ou seja, quem aquela inovação vai atingir, o empresário precisa projetar os reflexos no mercado. Quando você traz uma tecnologia inovadora para o mercado existem efeitos tanto no consumidor, como na concorrência. Pensar e projetar isto é fundamental”. A Finep disponibiliza para indústrias de todos os setores financiamentos de R$ 150 mil a R$ 10 milhões de reais.

Fernão de Souza Vale, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), falou sobre as modalidades de financiamento do banco. “São duas possibilidades: financiamentos diretos e indiretos. O direto é a partir de R$ 10 milhões, voltado para grandes empresas, então a maioria vai acabar na linha indireta que são disponibilizadas por instituições parceiras”. O BNDES repassa o dinheiro para outros bancos que fazem a análise de crédito. Vale ainda explicou que já ter conquistado um financiamento não inviabiliza o pedido de outros. “Empresas que já passaram por uma análise de crédito e foram aprovadas provavelmente têm maior possibilidade de conquistar outros financiamentos, porque ao ser aprovada pela primeira vez, ela mostra saúde financeira.”

No fim do evento, ainda foram apresentados cases de sucesso. A Dublauto, a Fras-Le e a Klintex demonstraram como a nanotecnologia transformou as empresas e os rendimentos. 

Atualmente, a nanotecnologia já é aplicada em diversos produtos. As indústrias têxtil, calçadista, química e de cosméticos são alguns dos ramos onde a nano está mais difundida. O mercado mundial estimado é de R$ 9 trilhões, segundo dados recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no ano de 2018. O valor é uma vez e meia o PIB brasileiro do último ano, que foi de R$ 6 trilhões.

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