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Indústria gera 30% dos empregos do Brasil no primeiro semestre

Índice de desemprego ficou em 12,9%, segundo o IBGE

O setor industrial brasileiro foi o responsável pela criação de 102 mil novos postos de trabalho nos quatro primeiros meses de 2018. Dentre todos os setores pesquisados, foram gerados cerca de 337 mil novos empregos, ou seja, a indústria respondeu por 30% das vagas. A análise de dados consta na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (29) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho.

Já na quarta-feira (30), o IBGE apresentou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre do ano. Houve um aumento de 0,4% no PIB em relação aos últimos três meses de 2017. A indústria cresceu 0,1% no período. O setor que apresentou melhor resultado foi a agropecuária, com uma variação positiva de 1,4%. Segundo o economista da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Carlos Henrique Mello, o resultado mostra a cautela dos agentes econômicos em relação às expectativas do crescimento econômico. “Estando o desemprego em alta, o consumo das famílias é diminuído em função da renda e incertezas quanto ao futuro. Levando em conta que o consumo das famílias representa perto de 65% do PIB, é grande o impacto negativo”. Mello aponta que a volta dos investimentos deve gerar empregos, causando um reflexo na renda e diminuição das incertezas.

Em relação à renda das pessoas empregadas, o setor industrial foi o que apresentou melhor incremento salarial. Comparando os meses de fevereiro, março e abril de 2017 com o mesmo período deste ano, houve um aumento de renda na ordem de 3,4%. O valor médio dos salários de abril na indústria ficou em R$ 2.193. O economista da ABDI destaca que a indústria paga os melhores vencimentos. “O setor demanda mão de obra qualificada, o que também impacta no aumenta da renda. A indústria automotiva, aeronáutica e petroquímica, três setores desenvolvidos no país, são exemplos de onde a especialização é uma exigência”, relata.      

Apesar de ser o setor que paga os melhores salários, comparando os meses de fevereiro, março e abril de 2018 com o trimestre anterior, o número de vagas reduziu 1,1%. “Outubro, novembro e dezembro são meses com alto volume de contratações. O mercado fica aquecido devido às festas do fim de ano. Então é normal uma diminuição de vagas no período seguinte”, destaca o economista. Mello lembra que ao se comparar o primeiro trimestre de 2017 ao mesmo período de 2018, o resultado é positivo. Houve um incremento de 2% no número de empregos.