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Empreendedores têm interesse em conexão com Israel, aponta consulta pública

ABDI coletou contribuições para formular edital da terceira edição do programa Startup Indústria

Gabriel Fialho | 11/04/2019

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) recebeu dezenas de contribuições para elaborar a terceira edição do programa Startup indústria, que desta vez será em parceria com a Israel Innovation Authority (IIA). A Agência abriu consulta pública durante um mês para que instituições, empresas e a sociedade civil pudessem dar sugestões sobre a iniciativa. Do total de respondentes, 76% afirmou ter interesse em participar da iniciativa que irá conectar indústrias brasileiras às startups israelenses.

A coordenadora de Inovação e Indústria, Isabela Gaya, destaca a importância deste processo para a transparência dos processos da ABDI. “A consulta pública é um mecanismo de validação que serve para fazer ponte entre a instituição e a sociedade. Além disso, recebemos contribuições valiosas para a construção do edital”.

A maioria dos participantes da consulta pública foram de Empresas Privadas (55,17%), seguido por Consultorias (31,03%) e Universidades e Associações (13,78%). Este público é majoritário da região Sudeste (53,57%) e Sul (25,1%). As demais regiões representaram 7% cada. Após receber, compilar e organizar as contribuições, a coordenação de Inovação da ABDI vai incorporar as sugestões ao edital, para depois alinhar e validar as mudanças com o parceiro IIA.

Em 2017, a ABDI realizou a primeira edição do Startup Indústria, com dez pilotos entre startups e indústrias sediadas no Brasil. Atualmente está em curso a segunda edição do programa, realizado em parceria com Portugal, para selecionar startups e indústrias do país europeu e do Brasil.

Ecossistema forte

A proposta inicial da ABDI, submetida à consulta pública, previa que os projetos poderiam chegar a R$ 1 milhão, com desembolso dividido entre a Agência, as empresas participantes e a IIA. O objeto abrange ações com foco em STEM (science, technology, engineering and mathematics), principalmente voltados para a transformação digital. O intuito é o leapfrogging, ou seja, ter iniciativas que provocam um salto no desenvolvimento econômico aproveitando a inovação tecnológica.

“Esse edital é resultado de uma missão recente que promovemos em Israel. Queremos conectar as empresas brasileiras com o ecossistema israelense, oportunizar diferentes formas de desenvolvimento de projetos inovadores, além de garantir a transferência de conhecimentos adquiridos em Israel para a cadeia produtiva e para as startups brasileiras”, destaca Guto Ferreira, presidente da ABDI.

De acordo com o Relatório de Competitividade Global 2016-2017 do Fórum Econômico Mundial, Israel é o segundo país mais inovador do mundo. O estudo também classificou 138 nações em termos de competitividade, sendo que os israelenses estão entre os 25 primeiros. Ainda, de acordo com a publicação, o país tem o maior número de startups per capita do mundo, incluindo mais de duas mil que foram fundadas na última década.