ENCONTRE AQUI

Mapear, alinhar, construir pontes entre parceiros

No Brasil, várias empresas, associações, entidades se prontificaram para juntamente com o governo articular uma rede de colaboração no combate ao coronavírus

CCOM | 25/03/2020

O alerta foi dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o momento é de coordenar ideias, soluções e reunir parceiros. Há uma semana, a ABDI trabalha nessa rede de colaboração que envolve agentes no enfrentamento à Covid-19.

Em articulação com o governo e o setor privado, a Agência mobilizou toda sua equipe para ajudar a minimizar a ação do coronavírus, organizando informações, desenvolvendo plataformas, mapeando insumos. Foram criados grupos de trabalho formados por governo, entidades do setor privado e meio acadêmico, a fim de buscar alternativas e tecnologias que possam ajudar com soluções para os gargalos. “A ABDI está nesses grupos, unindo esforços” explicou Andrea Macera, assessora especial da Agência.

“O corpo técnico da ABDI atua na articulação, identificação de atores e formação de parcerias”, destacou Bruno Jorge Soares, coordenador de indústria 4.0 e inovação da Agência. Ele explicou que participa do grupo voltado para a Inovação e que tem como foco o desenvolvimento de projetos de ventiladores mecânicos para uso nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O grupo, sob a articulação do Ministério da Saúde, envolve empresas do setor, associações e universidades que possam vir a desenvolver modelos mais baratos e mais simples para suplementar a oferta no setor.  “A pandemia pode se estender por mais tempo e é preciso aumentar a capacidade de fornecimento no Brasil”, avalia Bruno Jorge.

O Ministério da Saúde estima que serão necessários produzir 15 mil novos ventiladores. O trabalho de ampliação da oferta de ventiladores mecânicos para uso em UTIs “tem o objetivo de identificar soluções na indústria ou no ambiente de pesquisas acadêmicas que possam aumentar a produção”, disse Marcela Carvalho, assessora especial da ABDI.

E como tudo tem que estar articulado, a ABDI está trabalhando na área de B.I (Business Intelligence) para mapear e apontar o uso e a disponibilidade de ventiladores em todo o Brasil. O acompanhamento em tempo real permitirá mais agilidade na manutenção, reparo e distribuição dos equipamentos durante a crise do coronavírus.

"A ideia é utilizar a inteligência artificial e a tecnologia B.I, para otimizar o uso dos ventiladores que já existem no Brasil", explicou o assessor da presidência da ABDI, Tiago Faierstein. Segundo ele, existem hoje 65 mil ventiladores nos hospitais brasileiros e a ferramenta de B.I. permitirá a otimização do uso desses equipamentos.

A plataforma também disponibilizará os dados nacionais e internacionais do coronavírus. "É possível criar inteligência para elaboração de novas políticas de prevenção e diagnóstico mais rápido”, explicou Michel Ângelo Constantino de Oliveira, o assessor e Cientista de Dados da ABDI. Os projetos estão na fase de concepção e de captação da base de dados para a construção desse georreferenciamento. “A equipe de T.I. está empenhada nesses painéis", ressaltou Claudio Nadai, Coordenador de TI.

O vírus se combate com inovação, tecnologia e também com proteção, com equipamentos adequados. Em outra ação, a ABDI integra os esforços dos demais parceiros para ampliar a produção de máscaras para uso hospitalar, no atendimento aos pacientes. “O objetivo é identificar empresas com interesse e capacidade técnica para a produção e abastecimento de máscaras cirúrgicas, fundamentais aos profissionais de saúde”, afirma Cynthia Mattos, gerente de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico da ABDI, que compõe a equipe.

Na busca por soluções inovadoras e rápidas, a ABDI atua também junto às startups. A agência está adequando os prazos de seus projetos às necessidades provocadas pela pandemia de coronavírus. “Devido à prorrogação dos prazos do segundo edital Startup Indústria, a área de inovação da ABDI tem atuado junto às indústrias e startups do Programa para identificar possíveis soluções e empresas que possam viabilizar o desenvolvimento dessas soluções”, explicou Lanna Dioum, coordenadora do Programa Startup Indústria.

A área de inovação da Agência está mapeando junto às comunidades carentes “problemas emergenciais que possam ser solucionados por tecnologias de startups, na fase de diagnóstico, disseminação da informação, diminuição do impacto econômico e outros”, esclareceu. Participar de várias frentes e atuar como uma catalisadora de informações. “A ABDI está estabelecendo pontes com vários atores nesse momento e ajudando a repassar as informações para que essas cheguem onde tem que chegar”, concluiu Andrea Macera.