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Transformação digital: que venha o novo século

A transformação digital no Brasil e no Nordeste foi tema de webinar, promovido pela ABDI, que reuniu representantes do governo, de bancos, do setor privado e da ABDI

Kátia Maia | 22/07/2020

Com a pandemia, a transformação digital ganhou prevalência na pauta do dia a dia e do horizonte para a retomada da economia. O momento é de empresas, governo e setor privado se voltarem para a reorganização de sistemas, processos e culturas. A discussão sobre essa nova realidade no Brasil e, especificamente, voltada para a região Nordeste foi tema do webinar promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) nesta quarta-feira (22/7).

O evento online, moderado pelo presidente da ABDI, Igor Calvet, contou com a presença de Evaldo Cavalcanti da Cruz Neto,  atual Superintendente da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE;  Ricardo Rodrigues, Chefe do Departamento de Relacionamento com o Governo Norte e Nordeste no BNDES; Paulo Tadeu, CEO da Di2win; Geber Ramalho, Presidente do Conselho do CESAR e professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Andrea Macera, assessora especial da ABDI.

“Falar da transformação digital é fundamental. Esse é um tema que desponta no processo de pandemia como relevante para todas as nossas empresas e em especial do Nordeste”, contextualizou Igor Calvet. O presidente da ABDI lembrou que o programa Digital BR, lançado pela Agência no fim de junho, é voltado justamente para a transformação digital. “Essa discussão de hoje se insere no quadro mais amplo da dificuldade geral do Brasil, de trabalhar temas de economia digital, mas, sobretudo, é um tema que desponta agora como relevante para todas as nossas empresas e de imediato do Nordeste”, disse.

Pesquisas revelam, segundo Paulo Tadeu, CEO da Di2win, “um quadro preocupante, num primeiro momento, e acelerado pela Covid-19”, avaliou. Ele destacou que os números revelam que 20% das micro e pequenas empresas do Nordeste fecharam, contra 14% no restante do país. “E desse volume 50% teriam sido devido à Covid-19. Além disso, empresas com até 50 funcionários chegaram a demitir 40%, que é o perfil da maioria das empresas do Nordeste”, disse. Em contrapartida, destacou Paulo, nas empresas digitais “o varejo digital chegou a crescer quase 133% em alguns meses”, revelou.

Na avaliação de Geber Ramalho, Presidente do Conselho do CESAR e professor da UFPE, o impacto da pandemia é um marco para a humanidade. “O século XXI começou com a Covid-19”, declarou. Segundo ele, o mundo agora tem “a oportunidade de acelerar, avançar vários anos, em coisas que a gente sabia que precisava fazer”, disse. Na sua avaliação, a pandemia está forçando uma mudança de cultura e processos - aspectos importantes para a maturidade digital.

No BNDES, a aposta foi também na inovação. Ricardo Rodrigues, Chefe do Departamento de Relacionamento com o Governo Norte e Nordeste no BNDES, explicou que houve uma mudança de paradigma e o Banco precisou passar por adequações para o pós-Covid. “Um dos eixos principais foi exatamente a aposta na área de inovação. Então, essa transformação, ela guarda uma aderência imensa”, disse. De acordo com ele, o reposicionamento do desenvolvimento do Nordeste pela inovação requer a geração e utilização da ciência e da tecnologia.

No âmbito da Sudene, a tecnologia já está sendo pensada e preparada para o momento pós-crise numa rede digital de interlocução. Evaldo Cavalcanti, superintendente da Sudene, falou durante o evento sobre a criação do Nordeste 4.0 que, disse, “certamente terá a ABDI como parceira muito forte da Sudene nesse processo”. Evaldo explicou que a ideia é a criação de um centro de excelência de cloud regional focado na acessibilidade e conectividade em toda área de abrangência da Sudene.

Os participantes do debate destacaram o Digital BR como programa importante para os planos de desenvolvimento da região. Andrea Macera, assessora especial da ABDI ressaltou que a ideia do programa é justamente “que todos os atores locais envolvidos com a inovação possam participar do projeto. É fundamental que haja uma rede parceira que coopere e faça essas transformações em conjunto, seja na região, nas empresas e na cultura”, disse.

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