Presidente da ABDI debate na FIEG desafios da indústria goiana e oportunidades para ampliar competitividade

Presidente da ABDI debate na FIEG desafios da indústria goiana e oportunidades para ampliar competitividade

Encontro reuniu lideranças industriais locais para discutir inovação, produtividade, comércio exterior e fortalecimento do setor
Olavo na FIEG - Goiânia

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto (foto, ao centro), participou nesta segunda-feira (27), em Goiânia (GO), de reunião com a diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) e lideranças dos sindicatos industriais goianos para discutir temas estratégicos para o setor produtivo e apresentar ações vinculadas ao programa Nova Indústria Brasil (NIB), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A agenda abordou os desafios relacionados à competitividade da indústria nacional, as oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e os impactos das recentes medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos sobre o comércio internacional. Os participantes também discutiram caminhos para ampliar a inserção da indústria goiana em mercados internacionais e fortalecer a agregação de valor à produção nacional.

Durante o encontro, o presidente da ABDI ressaltou que a ampliação do acesso a mercados internacionais exige o fortalecimento da competitividade da indústria brasileira, incluindo a adoção de soluções voltadas à sustentabilidade e à economia circular.

“Competitividade não só para dentro, mas também a competitividade dos nossos produtos lá fora, com uma oportunidade gigantesca, que é o Acordo Mercosul-União Europeia. O Acordo já está valendo. Já existe a isenção de barreiras e, agora, nós temos o desafio de levar os produtos goianos e brasileiros para o conjunto da Comunidade Europeia”, projetou Noleto. “As oportunidades estão abertas a partir desse acordo. Por exemplo, nós vamos explorar, trabalhar tecnicamente, vencer barreiras, ganhar competitividade e obter as certificações necessárias para fazer essa indústria ficar mais competitiva, viável e capaz de acessar mercados.”

Como exemplo das ações voltadas à sustentabilidade e à adequação às exigências dos mercados internacionais, o presidente da ABDI citou o Recircula Brasil, iniciativa voltada à logística reversa de plásticos.

“O trabalho que nós estamos fazendo com o plástico já está preparando o caminho para repercutir nas outras cadeias. O que nós fizemos? Fizemos o rastreamento da logística reversa do plástico e, hoje, isso já permite uma certificação. Com isso, podemos dizer que o plástico brasileiro tem uma logística reversa que poucos no mundo têm”, afirmou.

Segundo Noleto, iniciativas desse tipo contribuem para atender exigências ambientais cada vez mais presentes no comércio internacional.

“Esse trabalho fortalece a competitividade da indústria brasileira e ajuda a superar barreiras internacionais relacionadas a exigências ambientais e de sustentabilidade”, disse.

O presidente da ABDI também destacou o potencial de Goiás para ampliar sua participação na indústria nacional por meio da agregação de valor à produção local e da ampliação do acesso a novos mercados.

“Goiás ocupa uma posição estratégica no desenvolvimento industrial brasileiro. O estado reúne vocação produtiva, capacidade empresarial e potencial para ampliar a industrialização, agregando valor à sua produção e conquistando novos mercados.”

Durante o encontro, Olavo Noleto apresentou iniciativas da ABDI voltadas ao aumento da produtividade, à transformação digital, à inovação e ao fortalecimento das cadeias produtivas. Ressaltou, também, o papel da Agência na articulação entre a política industrial e os instrumentos de apoio ao setor produtivo.

Segundo ele, um dos desafios é aproximar as diretrizes da NIB das empresas e dos mecanismos de financiamento disponíveis. “A ABDI tem o desafio de articular a política industrial. Entre a formulação da política e o momento em que o financiamento chega à empresa existe um caminho longo. Nós [ABDI] vamos qualificar o apoio governamental nesse caminho”, explicou.

Investe Indústria Brasil

Nessa direção, o presidente da Agência apresentou o Portal Investe Indústria Brasil, iniciativa do MDIC com secretaria técnica da ABDI e parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

A plataforma foi criada para reunir demandas dos setores produtivos e ampliar a coordenação entre instrumentos de financiamento, política industrial e apoio governamental.

“Começamos pelo segmento de fertilizantes, mas a ideia é trazer cada cadeia produtiva para dentro dessa governança unificada, conectando política industrial, financiamento e apoio governamental. Muitas vezes, uma mesa unificada resolve problemas que demorariam muito mais tempo para ser solucionados. O Portal Investe Indústria Brasil nasce justamente para qualificar essa articulação entre as missões da NIB, os setores prioritários e os instrumentos de financiamento”, explicou.

Interiorização

O presidente da FIEG, André Rocha, destacou no encontro a importância do programa Brasil Mais Produtivo, iniciativa do MDIC executada pelo SENAI, com apoio da ABDI, para a oferta de soluções voltadas à eficiência operacional, eficiência energética e transformação digital de micro, pequenas e médias empresas industriais.

A atuação da Agência em favor do setor produtivo no interior do país foi igualmente mencionada. “O crescimento da indústria é fundamental em virtude da grande cadeia produtiva, da remuneração, da presença, inclusive, de indústrias no interior do país. A interiorização do desenvolvimento também é um desafio para a sociedade brasileira e o SENAI, junto com a ABDI, junto com a FINEP, junto com a ApexBrasil, junto com o Sebrae, estão construindo isso”.

A FIEG representa 35 sindicatos industriais de 30 setores da economia goiana. Participaram do encontro na sede da federação os superintendentes do Sistema FIEG Lenner Rocha, também superintendente da federação; Claudemir Bonatto, diretor regional interino do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Goiás) e superintendente interino do Serviço Social da Indústria (SESI Goiás); e Humberto Oliveira, superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Goiás).

Foto: Thais Holanda/ABDI