O desenvolvimento de tecnologias, fortalecimento da indústria farmacêutica e a difusão de soluções para os desafios do setor estão entre os principais temas abordados na Revista Observatório ABDI – Construindo capacidades estratégicas em saúde: indústria, ciência e inovação no Brasil. Alinhada à Missão 2 da Nova Indústria Brasil (NIB), a publicação reúne análises técnicas sobre o potencial do país, os desafios enfrentados pelo setor e as oportunidades para o desenvolvimento da indústria da saúde.
Os artigos apresentados são fundamentados em dados e propõem reflexões sobre a evolução da indústria farmacêutica brasileira, a produção pública de medicamentos, as parcerias entre empresas e instituições científicas, o fortalecimento dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais, o papel dos hospitais universitários na inovação e a dinâmica do setor de equipamentos médico-hospitalares.
O periódico é uma iniciativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Associação Brasileira de Economia Industrial e Inovação (ABEIN). Reúne contribuições acadêmicas e evidências técnicas com o objetivo de qualificar o debate público e subsidiar a formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento produtivo nacional.
Editada em regime de acesso aberto e gratuito, a revista prevê o lançamento de três volumes por ano em formato digital, reforçando o compromisso com a democratização do conhecimento científico.
Os artigos foram produzidos por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e das universidades federais de Minas Gerais (UFMG), do Rio de Janeiro (UFRJ), da Bahia (UFBA) e do Rio Grande do Sul (UFRS), entre outras instituições.
Complexo Econômico-Industrial da Saúde
A edição tem como foco o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), tema central da Missão 2 da NIB, que visa reduzir as vulnerabilidades do SUS e ampliar o acesso à saúde. Segundo o gerente da Unidade de Monitoramento e Avaliação da ABDI, Roberto Pedreira, o CEIS ocupa uma posição singular na economia por combinar relevância econômica e impacto social.
“Falamos de um setor intensivo em conhecimento, gerador de empregos qualificados, que produz intensivamente pesquisa e desenvolvimento, dono de cadeias produtivas nacionais complexas e consolidadas, mas que ainda depende de insumos e tecnologias importadas e é vulnerável a instabilidades externas”.
Ao aprofundar o conhecimento científico sobre o Complexo, explica Pedreira, é possível qualificar diretamente a política industrial e de inovação, orientar decisões estratégicas do Governo e ampliar a compreensão sobre os caminhos necessários para consolidar um sistema de saúde resiliente e uma indústria competitiva.
“O fortalecimento do Complexo permite ampliar a capacidade do SUS, garantir acesso a produtos médicos caros, responder adequadamente aos desafios sanitários futuros e ainda reduzir o impacto das importações e a pressão de custos sobre o Tesouro Nacional”, acrescenta o gerente.
Ensceis
O debate apresentado pela revista dialoga diretamente com as ações governamentais e com as demandas do setor. Em julho deste ano, o governo sancionou a lei que institui a Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ensceis), com o objetivo de fortalecer a capacidade produtiva e tecnológica do país, estimular a geração de empregos e a inovação, reduzir a dependência externa e ampliar a oferta de soluções estratégicas para a saúde
A medida se traduz no desenvolvimento de um parque industrial do setor e cria as Empresas Estratégicas de Saúde (EES), sujeitas a prioridade em processos regulatórios, acesso facilitado a linhas de crédito do BNDES e outros incentivos
A revista pode ser acessada no Observatório da ABDI: