A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto Euvaldo Lodi da Bahia (IEL Bahia) realizaram, entre os dias 8 e 11 de junho, o primeiro ciclo de encontros do programa Avança Chapada. As escutas territoriais foram realizadas nos municípios de Mucugê, Piatã, Seabra e Morro do Chapéu, reunindo empresários, produtores locais e representantes da cadeia produtiva da região.
A iniciativa teve como objetivo ouvir os atores locais e subsidiar a construção de uma agenda estratégica voltada ao desenvolvimento sustentável da Chapada Diamantina. O programa é executado pela ABDI, em parceria com o Sistema FIEB, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL Bahia), e busca fortalecer a articulação entre o setor produtivo, as instituições e o poder público, com foco na inovação, na competitividade e no crescimento econômico sustentável da região.
Para o diretor de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Randal Farah, o projeto materializa o compromisso da Agência em aliar crescimento econômico, inovação verde e integração das cadeias produtivas locais.
“O Avança Chapada é um movimento para impulsionar uma industrialização pautada pela sustentabilidade. Quando direcionamos esforços e recursos para o diagnóstico técnico de cadeias como a do biogás e do biometano, nosso objetivo vai muito além de mapear cenários, queremos destravar, na prática, o potencial tecnológico e logístico da região”, afirmou.
A gerente da Unidade de Cooperação e Inteligência Competitiva da ABDI, Cynthia Araújo, destacou a importância da etapa de escuta para a formulação de políticas públicas.
“Essa etapa é essencial para compreendermos de perto as reais necessidades e o potencial inovador da Chapada Diamantina. Agora nossa missão é traduzir as demandas colhidas nestes dias em políticas e ações concretas que elevem a competitividade e a sustentabilidade de toda a região’, disse.

O projeto
O Avança Chapada é resultado de convênio firmado entre a ABDI e o Sistema FIEB, com investimento total de R$ 3,3 milhões, sendo R$ 2,9 milhões provenientes da ABDI. A iniciativa abrange 24 municípios e tem como objetivo estruturar uma agenda produtiva regional, com foco na definição de prioridades, redução de assimetrias e preparação de projetos estratégicos até 2035.
Por meio da metodologia de Design Estratégico – que, entre outras ações, privilegia colaboração e orientação à inovação e à sustentabilidade como processo e não apenas como fim –, a iniciativa mobilizará o setor produtivo local com a integração de Indústria, Agroindústria, Mineração, Energia, Serviços e Turismo.
O projeto incluirá, também, diagnóstico técnico, socioeconômico e regulatório da cadeia regional de biogás e biometano, com foco em modelos híbridos de geração descentralizada de energia e mobilidade sustentável.
A identificação de oportunidades para superar gargalos logísticos e tecnológicos também integra as metas do programa, assim como a elaboração de um estudo de evolução da indústria que observe toda a potencialidade do território em favor de seu desenvolvimento econômico e social e modelagens técnico-econômicas para iniciativas em biomassa, biogás e novos produtos.