ABDI e IPAM fecham acordo para elaborar diagnóstico da bioindústria da Amazônia Legal

Parceria prevê também a identificação de oportunidades e competências e a estruturação de novos modelos de negócios

Possibilitar novos modelos de negócios para a bioindústria da Amazônia Legal. Esse é o principal objetivo do Convênio de Cooperação Técnica e Financeira assinado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), nesta quinta-feira (14/12).

Juntos, a ABDI e o IPAM irão elaborar um Diagnóstico da Bioindústria de todos os estados que compõem a Amazônia Legal. São eles: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins.

Ao longo do estudo, será realizado o levantamento do bioma e o diagnóstico da bioindústria, além da identificação de oportunidades e competências. Também serão estruturados novos modelos de negócios para a bioindústria da Amazônia Legal.

“Nós queremos criar um portfólio da bioindústria no Brasil para depois entregarmos para os ministérios, bancos, para os fundos nacionais e internacionais e financiadores. Vamos mapear os insumos utilizados por essas empresas, os gargalos e as potencialidades. Queremos trazer luz para essa bioindústria, começando pela Amazônia”, afirmou a diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida.

A gerente de Cooperação e Inteligência Competitiva e responsável pela elaboração do projeto, Cynthia Mattos, explica que a iniciativa associa conhecimentos industriais e ambientais para promover o desenvolvimento econômico sustentável na Amazônia Legal, beneficiando tanto a economia quanto o meio ambiente e as comunidades locais.

“Esse é um diagnóstico que vai traçar gargalos, olhar para as oportunidades da bioindústria começando pela Amazônia Legal. É um projeto que traz uma questão social, inclusive de identificar as mulheres, trazendo dados e informações relevantes da participação das mulheres nessas pequenas empresas, nessa biodiversidade brasileira que é gigante”, afirmou.

Potencial econômico

De acordo com o diretor de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do IPAM, Eugênio Pantoja, o projeto abre portas para um novo diferencial econômico competitivo com a cadeia produtiva da bioeconomia no Brasil.

“Iniciativas como essas do Governo Federal, aqui representado pela ABDI, de estruturar essa cadeia produtiva da bioeconomia colocando a Amazônia em evidência, traz um diferencial competitivo do Brasil para além da commodity da agricultura e agropecuária”, comentou. “É desafiador estruturar toda uma cadeia de valor, e isso é uma necessidade porque o Brasil não pode ficar refém na balança comercial. Esse projeto é uma semente para que o Brasil possa estruturar essa frente de desenvolvimento econômico nesse patamar”, completou.

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