ABDI participa de debate sobre avaliação de políticas de apoio ao setor produtivo em seminário nacional

ABDI participa de debate sobre avaliação de políticas de apoio ao setor produtivo em seminário nacional

Evento da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação reúne especialistas em Brasília para discutir novas metodologias e evidências para políticas públicas

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) participa, entre os dias 19 e 21 de agosto, em Brasília, do XII Seminário da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação (RBMA). Com o tema “Inovação para o Impacto Coletivo: Novas Fronteiras da Avaliação”, o encontro reúne especialistas e gestores para discutir metodologias, evidências e novas abordagens para o monitoramento e a avaliação de políticas públicas.

Na programação, a ABDI contribui para ampliar o debate sobre a avaliação de políticas voltadas ao setor produtivo, com a participação de gestores da Agência em diferentes mesas. O gerente da Unidade de Gestão e Articulação Indústria Brasil, Jackson de Toni, mediou nesta quinta, o painel “Desafios e oportunidades no M&A de políticas de apoio ao setor produtivo”, que abordou sistemas e instrumentos de monitoramento e avaliação de políticas públicas voltadas à indústria, ciência e tecnologia.

“Trouxemos um debate sobre os temas da política industrial, da política de desenvolvimento e a importância de desenvolver instrumentos, metodologias para avaliar o impacto e a efetividade das políticas industriais, especialmente a NIB, a Nova Indústria do Brasil”, afirma Jackson de Toni.

Avaliação de políticas para indústria, ciência e tecnologia

O painel mediado por Jackson reuniu Mariana Marques Vidal, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Rafael Ansaloni Forte, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Rafael Palma Mungioli e Roberto Sampaio Pedreira. A discussão abordou experiências e desafios relacionados à construção de sistemas de monitoramento e avaliação de políticas de apoio ao setor produtivo, à ciência e à tecnologia.

Para Jackson, trazer esse debate para a programação da RBMA representa também uma oportunidade de ampliar o escopo das discussões tradicionalmente presentes na rede, aproximando a avaliação de políticas econômicas e produtivas.

“A rede tem muita presença de políticas públicas voltadas à saúde, à educação, ao investimento social. Esse debate trouxe uma novidade que foi trazer para dentro da rede a discussão sobre temas relacionados à economia, ao sistema produtivo.”

O gerente destaca ainda a dimensão dos recursos envolvidos nas políticas de estímulo à produção e os desafios metodológicos para avaliar seus resultados. Segundo ele, os instrumentos de política industrial, científica, tecnológica e de comércio exterior possuem características e tempos de maturação distintos, o que exige diferentes abordagens de monitoramento e avaliação.

Avaliação do projeto Café Amazônia Sustentável

Ainda na programação desta quinta-feira, o gerente da Unidade de Modelos e Tecnologias Sustentáveis da ABDI, Rogério de Araújo, participa da mesa “A experiência de avaliação do projeto Café Amazônia Sustentável”, que apresenta a metodologia e os resultados da avaliação da iniciativa desenvolvida no Vale do Juruá, no Acre.

O projeto teve como foco o fortalecimento da cadeia produtiva do café, com a implantação, pela ABDI em parceria com a Cooperativa do Vale do Juruá, de um Complexo Industrial em Mâncio Lima para ampliar a capacidade regional de beneficiamento e rebeneficiamento. A iniciativa foi concebida como uma infraestrutura de desenvolvimento regional, com foco em processamento, agregação de valor e acesso a mercados.


 A avaliação combinou abordagens qualitativa e quantitativa, incluindo pesquisa de campo, entrevistas com agricultores, representantes da cooperativa, gestores governamentais e outros atores da cadeia produtiva. O estudo também buscou identificar os resultados do projeto, os desafios de implementação e as condições necessárias para sua sustentabilidade.

A iniciativa Coopera+, voltada à promoção da industrialização das cadeias da agricultura familiar, ganhou destaque no 12º Seminário da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação. Na ocasião, foram apresentados os resultados e a análise de impacto do projeto Café Amazônia, conduzida pelo Observatório da FIEC.

De acordo com o gerente Rogério Araújo, essas avaliações vão além de comprovar os impactos positivos. “Elas servem de inspiração e fornecem subsídios para que o modelo seja replicado por outras instituições e em novas regiões”, destacou ele.

Entre os resultados apresentados, a avaliação de impacto apontou que, após o início do projeto, em 2021, o Vale do Juruá passou a apresentar desempenho superior ao cenário projetado sem a implementação da iniciativa. As estimativas indicam que o valor e o volume da produção de café ficaram 199% acima do esperado sem o projeto.

O trabalho reforça, ainda, o papel do monitoramento e da avaliação como instrumentos de aprendizado institucional, transparência e apoio à tomada de decisão, permitindo compreender a implementação dos projetos, identificar desafios e oportunidades de aprimoramento e verificar se os resultados esperados estão sendo alcançados.

O XII Seminário da RBMA é realizado na Fiocruz Brasília, entre 19 e 21 de agosto, e conta com mais de 100 apresentações, sete minicursos, cinco painéis plenários e 30 sessões temáticas. A programação inclui debates sobre avaliação de políticas públicas em áreas como saúde, educação, primeira infância e filantropia, além de temas como inteligência artificial, emergência climática e justiça social.

Serviço

XII Seminário da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação
 Tema: Inovação para o Impacto Coletivo: Novas Fronteiras da Avaliação
 Data: 19 a 21 de agosto de 2026
 Local: Fiocruz Brasília – Campus Universitário Darcy Ribeiro, UnB
 Programação: RBMA