ABDI participa do Construsummit 2022

ABDI participa do Construsummit 2022

Leonardo Santana, analista de Produtividade e Inovação da Agência, participou do painel sobre maturidade BIM no Brasil

Nesta terça-feira (14/9), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) marcou presença no Construsummit 2022, evento que propõe uma jornada de aprendizado sobre gestão e tecnologia na indústria da construção civil.

Leonardo Santana, analista de Produtividade e Inovação da ABDI, participou do painel de debates “Cenário do Bim no Brasil: estamos evoluindo?”. Acompanhado do sócio da consultoria empresarial Grant Thornton, Erico Giovanetti, Santana expos os dados encontrados em dois mapeamentos de maturidade BIM realizados junto às empresas do setor: o primeiro em 2020 e o segundo realizado este ano.

Em 2020, foram entrevistadas cerca de 650 empresas em território nacional, sendo que a maior parte delas se encontrava nas regiões Sul e Sudeste.  Daquelas, 38% declararam usar BIM e a maioria dos respondentes foram micro e pequenas empresas, atuando como escritórios de projeto, construtora e incorporadora. Barreiras financeiras para aquisição de hardware, softwares e falta de treinamentos foram os principais motivos da não adoção de BIM. Além das dificuldades em nível organizacional, como ausência de processos e baixo envolvimento da alta gestão das empresas.

Este ano, o segundo mapeamento teve por objetivo identificar os principais desafios para implementação do BIM e entender quais os roteiros de implementação adotados pelas organizações. Participaram mais de 470 integrantes em todo o país, sendo que a maior parte dos respondentes permaneceram concentradas nas regiões Sul e Sudeste, representando majoritariamente escritórios de projetos, seguidos por construtoras, gerenciadoras e incorporadoras. O setor da construção civil teve maior presença, seguido por participações pontuais de empresas dos setores de mineração e de infraestrutura.

Santana ressaltou que a maioria (59,4%) se classificou nos níveis iniciais de maturidade BIM, entre 0 e 1, em que há pouca ou nenhuma colaboração dos profissionais envolvidos nos projetos e a informação é produzida utilizando CAD, 2D E 3D.

“Uma parte menor dos respondentes (24,03%), se autoavaliou entre os níveis 2 ou 3 de maturidade BIM. As respostas indicam que 21,5% das empresas que se autoavaliaram como no nível 2 utilizam e compartilham modelos BIM por meio de um ambiente integrado, com informações 4D e 5D disponíveis”, acrescentou.

A falta de incentivos financeiros para a capacitação dos funcionários (33,5%) continua sendo uma das principais barreiras nas organizações, reforçando as dificuldades apontadas na primeira edição da pesquisa em 2020. Há, ainda, um número considerável (17,2%) de respondentes que afirmam que a falta de interesse por parte da alta gestão da organização é uma barreira importante na implementação BIM.

De acordo com Santana, apesar da maturidade BIM ser baixa, fica evidente que cada vez mais toda a cadeia da construção civil, engenheiros e arquitetos, dos setores públicos e privados, estão engajados em entender os benefícios do BIM. “Na prática, nota-se que há uma janela de oportunidade para ser trabalhada, uma vez que a falta de planejamento institucionalizado e estruturado, tanto para uso de BIM quanto de tecnologias 4.0, permanece sendo realidade”, concluiu.

Iniciativa conjunta da ABDI, das empresas Grant Thornton e Sienge, o objetivo do mapeamento foi construir um comparativo entre os períodos e verificar se houve incremento na utilização dessa metodologia pelas companhias brasileiras.

Acesse o relatório completo de Maturidade BIM no Brasil.