Anatel vai mudar regulamentação para facilitar projetos de IoT

Anatel vai mudar regulamentação para facilitar projetos de IoT

As alterações estão sendo trabalhadas dentro da Agência Nacional de Telecomunicações e devem ser publicadas no fim de 2019

As mudanças na regulação de telecomunicações têm por objetivo retirar barreiras que possam dificultar a viabilidade de projetos de IoT (Internet das Coisas) no país. A declaração foi do Coordenador de Regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Zanon. “Foi uma demanda do setor. Nós já identificamos, nas reuniões da Câmara de IoT, vários pontos que precisam de melhoria. Semana que vem publicaremos uma tomada de subsídio aberta”, relata. A publicação permite que agentes do setor e a população em geral contribuam para as mudanças.

Zanon falou no workshop da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), durante o Connected Smart Cities. O evento ocorreu em São Paulo, nesta terça-feira (4). Depois da tomada de subsídio, a Anatel produzirá um documento apontando os impactos da mudança. “Vamos destacar pontos positivos e negativos. A ideia é viabilizar um sistema de IoT no Brasil”.

Ainda durante o evento, foram explicitados outros problemas que podem impedir a disseminação da Internet das Coisas no país. O Secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia Inovação e Comunicação, Américo Bernardes, alertou: “Nós não vamos fazer nenhuma cidade inteligente se não tivermos uma rede potente de telecomunicações”. O especialista disse que os postes da rede elétrica são fundamentais para sua instalação.

A iluminação pública inteligente é um caminho para o tráfego de dados gerados por diversos sensores espalhados na cidade. A lixeira inteligente, por exemplo, emite um sinal avisando que está cheia, mas esse alerta precisa chegar a uma central que orientará a coleta. “Quando falamos de Internet das Coisas, precisamos falar de postes. A discussão precisa ser feita com 5.570 munícipios. Sem clareza sobre esse ponto, teremos dificuldades para avançar nos projetos”, pontuou Bernardes.

A ABDI está montando um ambiente de demonstração para tecnologias de cidades inteligentes no campus do Inmetro, em Xerém, no Rio de Janeiro. O líder do projeto pela Agência, Carlos Frees, aponta que além de testar, a iniciativa vai instigar o debate sobre diversos temas. “A mudança na regulação é fundamental. Temos que debater e incentivar as alterações quando necessárias. Workshops como este servem para amadurecer a questão”.

O ambiente deve começar a testar tecnologias já em 2019. A ideia é que os prefeitos tenham um local para conhecer iniciativas e terem a certeza sobre seu funcionamento.

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