Automotive restart: o setor automotivo brasileiro em debate

Automotive restart: o setor automotivo brasileiro em debate

O Brasil está mais para motorista ou passageiro quando o tema é setor automotivo brasileiro? No cenário pós-covid, o momento é de pensar as

O futuro da mobilidade sustentável no Brasil no cenário pós-coronavírus foi tema de webinar promovido pelo projeto Automotive Restart. O evento, o primeiro de uma série de três, contou com a participação do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet; Ana Cristina Costa, do BNDES; Paulo Cardamone, CEO da Bright Consulting; e Ricardo Abreu, CTA da Bright Consulting.

O setor automotivo brasileiro vivia, no início do ano, um movimento de recuperação quando veio a pandemia e mudou tudo.  “A pandemia, em muitos setores, não alterou profundamente mas potencializou e acelerou as mudanças que já estavam acontecendo; e o setor automotivo também vivencia essas mudanças, que vinham num ritmo mais lento, mas agora de forma muito mais rápida”, avaliou Igor Calvet, presidente da ABDI.

O setor automotivo, no ano de 2020, com a Covid-19, enfrentou queda nas vendas da ordem de 80%, nos meses de abril e maio, além do fechamento de mais de 180 concessionárias em todo o país, segundo informou Paulo Cardamone, CEO da Bright Consulting. De acordo com ele, “a pandemia provocou momentos inimagináveis na sociedade em todo o mundo e, na indústria automobilística, as consequências foram muito faceadas. O Brasil, assim como o mundo, vai ter que se readequar a essa nova realidade e decidir se quer ser motorista ou passageiro”, disse.

O Brasil tem o potencial de soluções ricas, com espaço para utilizá-las, e pode assumir o papel de motorista, dono do próprio caminho, segundo Ana Cristina Costa, chefe de departamento do BNDES. “Eu nem penso em o país ser líder, mas um motorista, dono do seu destino, que, de vez em quando, pode sair da estrada e criar caminhos”, destacou.

De acordo com ela, é possível criar o próprio percurso por meio de alternativas adequadas às várias realidades do país.  “Em cidades grandes onde há alto grau de poluição, por exemplo, a gente pode ter somente carros elétricos; em estados mais litorâneos, o uso do gás natural, e, perto das áreas agrícolas, o biometano, sem falar do etanol para ser utilizado de maneira híbrida. As soluções são muito ricas e o país tem espaço para pensá-las”, explicou.

Para Ricardo Abreu, CTO da Bright Consulting, não é preciso necessariamente ter as mesmas soluções automobilísticas que os outros países. “Mas precisamos ouvir todas as soluções, entender a melhor combinação e colocá-las dentro do nosso sistema da melhor forma possível”, acredita.

Igor Calvet lembrou que o Brasil tem hoje “uma das melhores políticas automotivas do mundo”. No pós-covid, segundo ele, “nós teremos, pelo menos, dois movimentos acontecendo: primeiro, o acirramento da concorrência global e, em segundo, o fato de que a pandemia acelerou uma série de modificações de inovações que o mercado almejava para daqui a cinco anos e está acontecendo agora”, disse.

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