ABDI e Senai fecham contrato de R$ 9,2 milhões para o Brasil Mais Produtivo

Com recursos da ABDI, programa terá consultoria para 610 médias indústrias em manufatura enxuta, eficiência energética e transformação digital

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) vai destinar R$ 9,2 milhões para o atendimento a 610 médias indústrias pelo Programa Brasil Mais Produtivo. A assinatura da parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) ocorreu nesta quarta-feira (29) na sede da ABDI, em Brasília. 

Serão contempladas, por meio dessa parceria, empresas médias brasileiras de diversos segmentos, registradas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) – primário ou secundário industrial. O recurso da ABDI vai subsidiar as consultorias de manufatura enxuta, eficiência energética e transformação digital em até 70%, enquanto os 30% restantes serão custeados pelas próprias empresas como contrapartida.

O presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, reforçou a importância do investimento: “Esse é um recurso que não está sendo gasto, mas sim investido no desenvolvimento do Brasil para trazer mais produtividade e competividade as nossas empresas. Serão R$ 9,2 milhões e 610 empresas médias atendidas. Vamos trabalhar para mensurar os resultados concretos desses recursos”.

Jornada começa na Plataforma de Produtividade

A jornada das indústrias pelo programa Brasil Mais Produtivo começa na Plataforma de Produtividade, que tem como meta engajar 200 mil micros, pequenas e médias empresas de todo o país. Depois de se cadastrar, o empresário pode registrar interesse nas consultorias e na formação profissional para os trabalhadores. Para as micros e pequenas, o atendimento é gratuito e, para as médias, há contrapartida. 


Para o diretor-geral do SENAI, Gustavo Leal, melhorar a produtividade das empresas é condição para o Brasil crescer.

“Esse é um programa construído a muitas mãos. Junto ao Sebrae, desenvolvemos uma metodologia que de fato tem condição de transformar a pequena e a média indústria ao envolver melhorias na gestão e na produção, o lean manufacturing, eficiência energética e a requalificação profissional aos empregados da indústria, o que pereniza o conhecimento repassado. O ciclo se fecha com a transformação digital”, listou Leal.

Consultorias subsidiadas

Com os recursos da ABDI, serão oferecidas as consultorias e a formação profissional em manufatura enxuta e eficiência energética, com aproximadamente 490 atendimentos em todo o Brasil.  

Para a etapa de transformação digital, haverá duas fases. A primeira, de avaliação de maturidade de transformação digital e a elaboração de projetos de investimento para captação de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com cerca de 90 atendimentos. E a segunda, destinada ao acompanhamento da implementação dos projetos, com aproximadamente 30 atendimentos em todo o país.

O gerente da Finep Fernando Ribeiro citou as primeiras ações da financiadora. “São cerca de R$ 41 bilhões que a Finep deve investir no programa. Já lançamos editais de subvenção econômica, revisamos as taxas de crédito e vamos relançar linhas de crédito para projetos de transformação digital”.  

Para o BNDES, as pequenas e médias empresas são, atualmente, prioridades para o Banco, destacou o gerente Victor Alexandre Burns. “Acreditamos na transformação digital como fator fundamental para aumento da produtividade e competividade, que é nossa missão”, defendeu. 

José Menezes, diretor da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), afirmou que os centros de excelência da instituição já tocam 450 projetos com médias empresas. “São mais de meio bilhão de reais para esse grupo, que demanda alavancagem maior para acelerar inovação”. 

Segundo o gerente do Sebrae Carlos Eduardo Santiago, o Brasil Mais Produtivo poderá inspirar outros programas futuramente. “Precisamos pensar o B+P como fio condutor de uma atuação mais ampla pela indústria brasileira. Temos outras frentes de trabalho mais para frente, como a descarbonização, a bioeconomia e a integração da indústria com o agro”, exemplificou.

Maior e mais abrangente programa de apoio à produtividade e à transformação digital para micros, pequenas e médias empresas do país, o Brasil Mais Produtivo é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), tem como executores o SENAI e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e parcerias com a ABDI, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).  

As empresas interessadas em participar podem se inscrever no site Programa Brasil Mais Produtivo.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

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