Diretora Perpétua Almeida debate Indústria, inovação e infraestrutura em fórum

Diretora Perpétua Almeida debate Indústria, inovação e infraestrutura em fórum

Reunião com participação da ABDI discute, entre 25 e 28 de abril, implementação regional da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável d

A diretora de Economia Sustentável e Industrialização da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua Almeida, participou nesta quinta-feira (27/4), na sede central da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), em Santiago do Chile, da 6ª Reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável. A diretora integrou a Mesa 3 do encontro, iniciado no último dia 25 para debater os avanços na implementação regional da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ONU).        

Perpétua tratou do tema Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 9: Indústria, inovação e infraestrutura. “Temos urgência em recuperar o tempo perdido no enfrentamento dos desafios que a crise econômica, a pandemia e a guerra nos impuseram”, disse, referindo-se ao conflito entre Ucrânia e Rússia. “Queremos uma indústria moderna, que gere bons empregos e distribua renda”, projetou, após destacar a elevação da temática da indústria nacional pela atual gestão do Governo Brasileiro ao seu mais alto grau de importância.    

A diretora da ABDI replicou citação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, sobre o tema, para alertar: “É urgente a reversão da desindustrialização no Brasil”.     
         
Responsabilidade socioambiental    
No painel mediado pela diretora regional para a América Latina e o Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Michelle Muschett, que também contou com a presença do ministro de Economia, Fomento e Turismo do Chile, Nicolás Grau, Perpétua Almeida reforçou que a reindustrialização do país – ou “neoindustrialização”, conforme menção do vice-presidente Alckmin – não é apenas um desafio, mas também oportunidade para o Brasil se inserir na nova ordem mundial com mais competitividade e responsabilidade socioambiental.        

“Podemos e queremos ser protagonistas no processo de descarbonização da economia global e contribuir para a mitigação das mudanças climáticas, privilegiando tecnologias limpas e dando início a um processo produtivo eficiente de diversificação da nossa matriz energética com investimentos em inovação e na busca incansável por uma maior sustentabilidade ambiental”, assegurou.     

Nesse sentido, lembrou ações recentes do Governo Brasileiro como a recriação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), o lançamento da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindustria, a redução dos juros dos projetos de inovação e estímulo à pesquisa e a recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, cujo valor, de até R$ 9,6 bilhões, tem parte destinada a projetos estruturantes nas áreas de reindustrialização, transição energética e transformação digital.         

Comprometimento da ABDI     
A expansão da ABDI em direção à sustentabilidade foi igualmente destacada pela diretora da Agência para ilustrar o comprometimento do Brasil com as metas da ONU. “Nós, na ABDI, juntamente com meus colegas Igor Calvet e Carlos Geraldo, aprovamos mais um novo eixo de trabalho e atuação para a Agência, criamos a Diretoria de Economia Sustentável e Industrialização, da qual sou diretora”, disse.  

Também integraram a mesa de debate, entre outros representantes regionais, a diretora regional para as Américas e o Caribe da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), María-Noel Vaeza, e o representante regional para Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), Manuel Albaladejo.         

A 6ª Reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável reúne, até esta sexta-feira (28/4), representantes de governos dos 33 países da região. Ainda integram o fórum agências, fundos e programas do Sistema das Nações Unidas, organismos de integração regional e sub-regional, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras internacionais. Representantes da sociedade civil, de parlamentos, de universidades e do setor privado da região completam a lista dos mais de mil participantes do encontro.

Multimídia

MetaIndústria

Mais Vistas