Equipe paulistana irá representar o país em campeonato mundial de robótica

Equipe paulistana irá representar o país em campeonato mundial de robótica

ABDI está patrocinando a ida dos estudantes da Brazilian Storm para os Estados Unidos

Membros e mentores da equipe de robótica Brazilian Storm, estudantes da Escola Estadual Professor Alceu Maynard Araújo, em São José dos Campos (SP), embarcam, nesta terça-feira (4), para os Estados Unidos, para participarem do torneio de FRC Rocket City Regional, na cidade de Huntsville, no Alabama.

O First Robotics Competition (FRC) é um campeonato mundial de robótica para jovens de 14 a 18 anos, realizado nos Estados Unidos. No torneio, robôs de grande porte, com até 60 quilos, construídos pelas equipes, disputam partidas em arenas do tamanho aproximado de uma quadra de vôlei.

A Brazilian Storm participa do torneio desde 2017 e é apoiada pela Associação Joseense para Apoio à Pesquisa e Ensino em Tecnologia (Ajapet), gestora do Projeto de Robótica Estudantil. O projeto atende estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio, na escola Professor Alceu Maynard Araújo. Ali, as equipes têm à disposição equipamentos como impressoras 3D, torno, fresadora, Router CNC e máquina de corte a laser que viabilizam o projeto e construção de robôs com mecanismos e controles para execução de tarefas complexas.

De acordo com o mentor e head coach do projeto, Ricardo Iamamoto, o programa não se limita a projetar e construir robôs; ele abre oportunidades aos jovens, em sua maioria da periferia, nas carreiras voltadas às áreas do STEAM (em português: Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). “Para se ter uma ideia, nos três últimos anos, entre os alunos que completaram o ciclo como competidores das equipes e que decidiram seguir a carreira universitária, 100% foram aprovados em universidades públicas e 93% em carreiras nas áreas de Engenharia e Tecnologia”, contou.

A professora aposentada, e voluntária do projeto, Margarete Martins, acredita que o projeto dá aos alunos uma oportunidade de experimentar suas habilidades em diversas áreas do conhecimento dentro da robótica. Ela destaca que não se trata apenas de aprender a parte técnica, mas desenvolver trabalho em equipe, empreendedorismo, comunicação, artes, criatividade, envolvimento social.

“Desperta neles um olhar de cidadão para a comunidade. Eles passam a interagir com os outros de uma forma que geralmente não fariam, tendo empatia, porque o trabalho é totalmente colaborativo. O aluno que sabe mais ajuda e ensina o aluno que sabe menos, não importando a série em que eles estão”, disse, completando que os resultados são percebidos, inclusive no convívio com a família.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está patrocinando a ida da equipe para o campeonato. Para o analista de Produtividade e Inovação da Agência, Valdênio Araújo, no cenário de competitividade global, um dos desafios da indústria brasileira é justamente gerar valor para a sociedade. “Por isso precisamos de pessoas preparadas para desenvolver e aplicar soluções tecnológicas de forma racional e flexível. A ABDI apoia a iniciativa de difusão e adoção da robótica, a atração e formação de mentes que serão capazes de propor soluções e resolver os problemas de inclusão digital, produtividade e sustentabilidade da indústria do futuro”.

Agora em março, durante sua participação no Festival Sesi de Robótica 2023, em Brasília (DF), a equipe Brazilian Storm recebeu, na modalidade First Robotics Competition (FRC), o Team Sustaintability Award. A premiação reconhece o time que desenvolveu um programa sustentável para definir, gerenciar e atingir os seus objetivos na competição.

 

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