Igor Calvet fala sobre a jornada da Indústria 4.0 em simpósio da Fiocruz

Igor Calvet fala sobre a jornada da Indústria 4.0 em simpósio da Fiocruz

Presidente da ABDI destacou que as novas tecnologias podem modificar a estrutura produtiva das indústrias e impulsionar a competitividade

Nesta quarta-feira (3/5), o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet, apresentou os aspectos essenciais da jornada da Indústria 4.0 para as produções da área da saúde e de todos os setores da indústria brasileira. Em participação no painel “Management of Biotech Development and Production in the 4th Industrial Revolution”, do 7º Simpósio Internacional de Imunobiológicos, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Igor ainda explicou a importância das novas tecnologias para impulsionar a competitividade do setor.

Estamos diante de um mundo que se digitaliza rapidamente, em que as tecnologias evoluem a passos largos e que possibilitam modificar a estrutura produtiva e conectar o mundo físico com o online, por meio da análise de dados. A adaptação a esse modelo de negócio precisa ser pautada por uma jornada: a jornada da Indústria 4.0”, afirma Calvet, pontuando as seguintes ações essenciais:

  • Mentalidade digital: pensar estrategicamente a partir da interpretação de dados captados por novas tecnologias, como inteligência artificial, robótica, computação em nuvem, desde a produção à logística;

  • Infraestrutura: investir em recursos tecnológicos para suporte necessário;

  • Talentos: investir em treinamento constante para formar profissionais que tenham habilidade de tomar decisões a partir dos dados e sejam capazes de planejar a partir de informações analíticas.

Igor destacou que, diferentemente do conceito de Henry Ford, da produção pela produção em larga escala, a Indústria 4.0 é a junção de hardware, software e serviços inteligentes, que aplicados de forma conjunta produzem uma interação da máquina com a máquina, da máquina com a infraestrutura, com o processo, o planejamento e o gestor do processo. Forma-se um ecossistema. 

Sobre os ganhos acerca da aplicação de novas tecnologias, o presidente da ABDI ressaltou que a indústria se tornará “mais inteligente, eficiente e conectada, com produção mais ágil e precisa, e com capacidade de formar um ecossistema que agrega a uma cadeia de valor”.

Essa é a missão da ABDI no fomento de novas tecnologias: ajudar empresas públicas e privadas, de todos os setores, a adentrar a jornada das tecnologias 4.0, da adoção à difusão em larga escala. Fazemos isso de diversas formas, para diferentes setores, inclusive da saúde, por meio de aporte financeiro, pela articulação na formulação de novas políticas públicas, por programas gratuitos que são disponibilizados aos empresários e gestores”, completa Igor.

Na área da saúde, Igor falou sobre dois projetos executados e outro em andamento. O Cicloergômetro é um projeto de reabilitação assistida que, a partir de uma plataforma na nuvem, monitora e registra os dados de estimulação elétrica funcional de um paciente com deficiência de mobilidade dos membros inferiores. O outro é o Suporte à solicitação de exames de imagem, que desenvolveu um sistema que apoia médicos na solicitação de exames para pacientes. O processo de agendamento de exames de imagem é automatizado.

O terceiro, em andamento, é o projeto Farma 4.0, que visa elaborar uma infraestrutura tecnológica e de digitalização do modelo operacional do Complexo Industrial de Biotecnológia em Saúde (CIBS) da Fiocruz. O objetivo é ampliar a oferta de vacinas e biofármacos, para atender aos programas públicos de saúde nacionais e de eventuais demandas das Nações Unidas.

A Fiocruz é um hub importante para o fomento de inovações na área da saúde e por isso a importância dessa parceria no projeto Farma 4.0. Queremos que ele sirva de vitrine e que as empresas do setor sintam-se motivadas a dar um passo adiante e contem com nossa expertise para suporte”, finaliza Igor Calvet.

Participaram do painel Márcio Freitas, diretor executivo de Operações na Aché Laboratórios; Fabrício Costa, gerente das Operações de Gêmeos Digitais da Deloitte; Fernando Serva Cavalcanti Leite, gerente de Tecnologia e Inovação de Bio-Manguinhos/ Fiocruz; Luiz Alberto Lima, vice-diretor de Produção de Bio-Manguinhos/ Fiocruz.

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