Indústria têxtil – avanços e desafios trazidos pela pandemia

Indústria têxtil – avanços e desafios trazidos pela pandemia

A indústria têxtil foi um dos setores que reagiram mais rapidamente à crise da Covid-19 e é vista como fator importante na retomada da econo

Esta avaliação é de agentes do setor da indústria têxtil que, juntamente com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) discutiu o cenário pós-pandemia, no webinar “Ciclo de Encontros com a Indústria – Inovação na Cadeia Têxtil” promovido pelo SENAI CETIQT, na quinta-feira (dia 23/09). O evento teve o objetivo de debater o cenário atual do setor e as ações desenvolvidas pela indústria que, no momento de emergência causado pela pandemia, respondeu e atendeu a sociedade com celeridade.

“Com a pandemia, aceleramos algumas mudanças estruturais na nossa indústria. Uma das missões da ABDI é produzir aumento de maturidades digital, auxiliando o setor produtivo brasileiro na sua transformação digital. O que imaginávamos que ocorreria ao longo dos próximos cinco anos sofreu uma aceleração forte com a pandemia, e os resquícios desse momento ficarão”, disse Igor Calvet, presidente da ABDI.

Igor participou do primeiro painel do Ciclo de Encontros com a Indústria, Inovação na Cadeia Têxtil, ao lado de Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT); Aguinaldo Diniz, presidente do Conselho Técnico Consultivo do SENAI CETIQT; e Guilherme Rosman, presidente da DeMillus.

Na avaliação dos participantes, com a COVID-19, o setor, que já possuía uma característica de transversalidade, aumentou seu escopo, por meio do desenvolvimento de têxteis antivirais, por exemplo. “A nova realidade tem quatro pontos focais: fazer mais, melhor, mais rápido e por menos. Duas variáveis alavancam o setor têxtil: inovação e pessoas. O CETIQT é essencial para a indústria têxtil”, afirmou Aguinaldo Diniz.

Igor Calvet destacou ainda que o setor têxtil pode ser um foco importante na retomada da economia brasileira via inovação.  Ele ressaltou as ações da ABDI de investimentos em projetos de desenvolvimento de tecidos antivirais e inteligentes, e de criação de plataformas que potencializaram e facilitaram processos de compra e venda de equipamentos durante a pandemia.

“Criamos algoritmos para mapear a oferta de leitos e UTI, além de uma plataforma, o EPIMatch, que encurtou o caminho entre os fabricantes de EPIs e os demandantes”, disse. Igor lembrou ainda que a ABDI tem uma longa trajetória com o têxtil. “No setor de defesa, por exemplo, temos o projeto dos uniformes inteligentes, uma parceria com o Exército, para oferecer às tropas vestimentas com funcionalidades que contribuem para suas operações”.

Logo no início da pandemia, no fim de março, o Brasil assistiu à corrida por Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), e naquele momento, a maioria era importada da China. Sob o apelo da área médica para apoiar o momento, muitas indústrias se reorganizaram. “A DeMillus modificou equipamentos e se ajustou para produzir máscaras descartáveis e aventais. Até o momento, foram 5 milhões, dos quais entregamos mais de 3 milhões para uma rede hospitalar; além de instituições, associação das favelas e outros hospitais carentes, dentre outros”, disse Guilherme Rosman, presidente da DeMillus.

O fato de o setor estar estruturado permitiu respostas rápidas e promoveu, na avaliação de Fernando Pimentel, presidente da ABIT, um salto. “O país naquele momento inicial da pandemia importava de 85% a 90% de suas necessidades, e foi dado um salto espetacular. Hoje, somos superavitários e exportadores de produtos como máscaras e aventais dentre outros”, disse e concluiu: nós sairemos dessa crise mais fortalecidos, obviamente, alguns mais sacrificados, mas mostramos capacidade de ação, reação e execução.

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