Laboratório vivo começa a operar em Foz do Iguaçu

Laboratório vivo começa a operar em Foz do Iguaçu

Centro de Comando e Operações, do Living Lab de Cidades Inteligentes, foi lançado nesta quarta-feira.

Entrou em funcionamento nesta quarta-feira (12) o laboratório vivo (living lab) de cidades inteligentes no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu (PR). O início dos trabalhos foi marcado por uma cerimônia de lançamento do Centro de Controle Operacional (CCO), local de monitoramento integrado de todas as tecnologias instaladas. O laboratório é uma parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) com o Parque.

O local vai servir de vitrine de tecnologias para cidades inteligentes. Prefeitos de todo o país poderão agendar visitas e entender como as soluções podem melhorar o funcionamento dos municípios. O líder do projeto pela ABDI, Carlos Frees, destacou que a modelo criado em Foz do Iguaçu vai se transformar em referência para o país. “Aqui em Itaipu, nós estamos implantando o primeiro modelo de laboratório vivo de cidades inteligentes. Nós vamos testar o conceito do veículo elétrico compartilhado, o uso de iluminação pública integrada inteligente e alguns conceitos já trabalhados pelo Parque, como monitoramento climático”. 

O assessor especial da ABDI, Tiago Faierstein, representando o presidente da Agência durante a cerimônia, lembrou que a parceria com o PTI pode aumentar. “Caminhando pelo parque vimos diversas aderências aos projetos da ABDI. Além de cidades inteligentes, podemos trabalhar com o projeto de BIM (construção inteligente), com eletromobilidade e indústria 4.0, trabalhando por exemplo com a planta de biogás”.

O Parque Tecnológico Itaipu integra as dependências da Usina de Itaipu, uma das maiores hidrelétricas do mundo, que responde por 18% do abastecimento energético do Brasil. Pelo local passam mais de sete mil pessoas por dia. Essa característica torna a localidade ideal para o teste de soluções, segundo o Gerente de Desenvolvimento de Negócios do PTI, Pedro Sella. “É um ambiente propício para testar antes de entrar em uma cidade. O laboratório vivo é interessante porque vai unir os diversos aspectos do Parque, as três universidades que temos aqui, diversos produtos e projetos que o PTI tem”.

Inicialmente, serão testadas cinco tecnologias: abastecimento de veículos elétricos, compartilhamento de carros e bicicletas, iluminação inteligente, monitoramento por drone e o Centro de Controle Operacional. Uma sexta tecnologia deve integrar o laboratório em breve, que é a geração de biogás com matéria orgânica (restos de alimentos ou rejeitos de animais). Itaipu já conta com uma planta piloto geradora de biometano, que abastece a frota de 80 carros a gás da hidrelétrica. No Parque, também, existe uma rede de compartilhamento de veículos elétricos e bicicletas, modelos que vão ser aprimorados no living lab.

A partir de janeiro, o local vai começar a receber prefeitos interessados em observar tecnologias em funcionamento. O Centro de Controle e Operações, inaugurado nesta quarta-feira, é o ponto principal das visitas. Neste ambiente, o gestor terá uma ideia completa do funcionamento de um município inteligente. “A sala faz a simulação do ambiente de gestão municipal. O CCO pode monitorar em tempo real um acontecimento. Então, caso seja captado algum problema pelas câmeras integradas às luminárias inteligentes, é possível enviar um drone para o local, otimizando recursos”, exemplifica o especialista da ABDI.

O convênio firmado entre a ABDI e o PTI tem duração inicial de 18 meses, com possibilidade de prorrogação. No dia 16 de janeiro, está agendada a inauguração oficial do ambiente. Na data, prefeitos da região devem ser os primeiros a observar as tecnologias. Ao longo do projeto, mais soluções serão incorporadas ao Living Lab.  

Multimídia

MetaIndústria

Mais Vistas