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ABDI discute Iniciativas de governo para digitalização da economia

Presidente Igor Calvet participou de debate no evento de tecnologia Innova Summit, em Brasília

Gabriel Fialho | 04/10/2019

A economia digital deve movimentar até 100 trilhões de dólares na próxima década, segundo projeções do Fórum Econômico Mundial. E para se inserirem neste mercado, os países devem se preparar para a corrida tecnológica. Com esta perspectiva, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet, apontou as iniciativas do governo federal e da ABDI para induzir a inovação no setor produtivo.

“Nossa perspectiva de Agência vinculada ao governo federal é melhorar a produtividade da economia do país. Há várias formas de se fazer isso e uma delas é a inovação e, dentre as inovações, há a digitalização. Isso é importante porque, no longo prazo, a nossa economia só cresce de forma sustentável com ganhos de produtividade”, explicou Igor Calvet, durante apresentação no Innova Summit. O evento debate tecnologia e inovação e acontece em Brasília até sábado, dia 4.

A digitalização representou 22% do PIB do país em 2016 e pode chegar a um quarto da soma das riquezas do Brasil em 2021, de acordo com estudo da Oxford Economics. “O que mostra a pujança dessa transformação é que 100% dos empregos sofrerão mudanças por conta desses avanços tecnológicos. Essa mudança envolve toda a economia e afeta empresas, governos e instituições”, aponta Calvet.

A ABDI produziu um trabalho específico sobre o tema, denominado Marco Referencial – Digitalização da Economia Brasileira, que aponta três ondas no processo. A primeira, voltada para infraestrutura, a segunda para conectividade e qualidade e a terceira envolve os dados como geradores de valor e novos modelos de negócios.

“Podemos ver essas ondas não apenas no contexto nacional, mas também em âmbito local, nos estados. Será que temos infraestrutura para seguir uma onda de digitalização? Temos banda larga 3G, 4G, 5G? Como estamos em relação a fibra ótica? São perguntas que o gestor público deve fazer, porque uma série de coisas dependem disso. As tecnologias de robótica, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, dependem da infraestrutura”, analisou Calvet.

Um dos exemplos de digitalização do serviço público é o do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que vai transformar o registro de marcas e patentes. Outro caso é o de compartilhamento de veículos elétricos para a frota pública do Distrito Federal, um projeto desenvolvido pela ABDI em parceria com o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI). Além da agenda de dados abertos do Sine (Sistema Nacional de Emprego), que tinha efetividade média de 3%, e que teve as informações repassadas para empresas privadas desenvolverem algoritmos com o objetivo de aumentar a conexão entre oferta e demanda.

E as possibilidades são inúmeras. Tecnologias como blockchain para recolhimento de impostos, eleições e serviços de cartório, reconhecimento facial para fins de segurança pública, big data para evitar fraudes em licitações estão sendo usadas em diversos países e no Brasil.