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Projeto RASTUM desenvolve sistema para rastrear cadeia produtiva do atum

Contemplado pelo edital Digital.br da ABDI, o projeto cearense usará inteligência artificial e automação, além de aplicativo customizado para os pescadores

CCOM | 29/07/2021

A rastreabilidade de um produto permite reconhecer cada fase do caminho que eles percorrem, oferecendo segurança, agilidade e assertividade para sua cadeia de produção. O RASTUM é um projeto que visa desenvolver sistema de rastreabilidade da cadeia do atum no Ceará, que utiliza automação e inteligência artificial. O projeto piloto envolve vinte embarcações de pesca e 10 indústrias de beneficiamento, e a rastreabilidade inclui ainda o transporte dos pescados até a indústria.

Rastreabilidade é o conjunto de procedimentos que permite detectar a origem e acompanhar a movimentação de um produto ao longo da cadeia produtiva, mediante elementos informativos e documentais registrados. Samuel Façanha Câmara, professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e parceiro do projeto, disse que, ao adotar esse sistema, o Brasil passa a realizar um serviço já existente em países desenvolvidos. “A rastreabilidade oferece segurança alimentar e estabelece questões importantes para a sustentabilidade da pesca, porque você pode regular melhor o setor. O Ceará e o Nordeste têm a economia do Mar como uma economia bastante relevante para o seu crescimento”, explicou.

De acordo com a diretora do Instituto de Ciências do Mar do Ceará, Ozilea Bezerra – Labomar, o RASTUM, por meio da ABDI e do Digital.br, proporciona um avanço digital na indústria pesqueira do Ceará, e, sobretudo, a inclusão digital dos pescadores envolvidos na cadeia.

“A rede RASTUM fortalece esse elo da academia com o setor produtivo, a sociedade e os pescadores. Participamos do projeto em três programas: o programa de desenvolvimento tecnológico, da Marinha, dos peixes marinhos, e de hidrografia. Então esse projeto tem os resultados muito positivos nos vários setores da sociedade: no setor universitário, no setor empresarial, com a ONU, com a UNESCO, com a inclusão dos pescadores. Vejo resultados e impactos social, ambiental, tecnológico muito positivos”, apontou.

O gestor do projeto, José Sampaio de Souza Filho, líder do Observatório da Indústria, também aponta a formação da rede como um diferencial do Digital.br e que ajuda a consolidar os resultados do projeto. “Integrar todos os conhecimentos, todo o capital intelectual que temos nas universidades, juntar isso com o setor produtivo e as instituições de fomento é o maior aprendizado. A única coisa que se multiplica quando se divide é o conhecimento”, conclui.

Para o proprietário da Netumar, Francisco Ozina, o RASTUM representa o futuro. “Quando for concluído direitinho, esse projeto vai servir de base para vários outros desse mesmo porte para mais estados do Brasil, e vários sindicatos desenvolverem. Quem está desenvolvendo rastreabilidade e sustentabilidade agrega valor ao seu produto e credibilidade”, finalizou.

Blue Info Summit

O projeto Rastum foi apresentado no primeiro Blue Info Summit como case sustentável de rastreabilidade. O evento internacional reuniu líderes da economia azul de vários países em quatro continentes e foi uma oportunidade para a troca de experiências e conhecimento sobre o futuro dos oceanos, dos mares e dos rios em todo o mundo.

Digital.br

O programa Digital.br, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), selecionou oito projetos para a fase de implementação de piloto. O programa tem o objetivo de investir em projetos que promovam a transformação digital de micro, pequenas e médias empresas no Nordeste, com investimentos totais de R$ 14 milhões.

Os oito selecionados são: Digitaliza PMI, Petrolina Economia Digital e Pernambuco 4.0, de Pernambuco; RASTUM e Redes Obras Digitais, ambos do Ceará; Rede Sudoeste Inova, da Bahia; Transforma RN, do Rio Grande do Norte; e Construção Alagoas em Rede, de Alagoas.

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