Projeto do Agro 4.0 lança plataforma para medir digitalização das fazendas

Com o índice de Digitalização e Tecnologia (IDT), o produtor receberá orientações para a adoção de tecnologias, com opções detalhadas de aco

O Projeto Aquarius, uma iniciativa que há 21 anos trabalha com agricultura de precisão no sul do Brasil, lançou, nessa terça-feira (15), uma plataforma que permitirá a milhares de produtores rurais fazerem, de forma gratuita, um rápido diagnóstico de seu nível de digitalização (Índice de Digitalização e Tecnologia – IDT), além de indicar ações para avançar no processo de digitalização de suas propriedades. A meta é coletar dados de cinco mil produtores de soja de todo o país.

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O projeto é um dos selecionados do Edital do Agro 4.0 e conta com a participação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, das empresas Drakkar, Stara, Cotrijal e OWS. O Programa Agro 4.0 é uma ação da Agência Brasileira de Desenvolvimento da Indústria (ABDI), em parceria com os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Economia e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, para estimular e fomentar a adoção e a difusão de tecnologias 4.0 no agronegócio, com foco no aumento de eficiência, da  produtividade e  na redução de custos. 

Segundo o presidente da Drakkar Agricultura de Precisão, Alan Acosta, a busca pela criação do IDT, nome dado ao número matemático que cada produtor receberá ao final de responder a um questionário na plataforma, está sendo aguardada com otimismo. “Principalmente pelo feedback de aderência que já obtivemos com os 50 produtores referência no Brasil, que nos ajudaram, via Edital da ABDI, a melhorar essa solução”.

Na plataforma, os produtores que quiserem participar fazem um cadastro e realizam a pesquisa virtual, composta por três fases de perguntas sobre a adoção de tecnologias em suas propriedades. Os temas das questões, que têm pontuações variadas, são uso de sensores e mapas de colheita, contratação de consultorias, acesso à internet na fazenda, registro digital da produtividade nos últimos três anos e adoção da Internet das Coisas (IoT). Ao final do questionário, o produtor recebe a nota do seu IDT, que varia de 26 a 193 pontos.

Com base no seu Índice de Digitalização e Tecnologia, o produtor receberá as orientações para adoção de tecnologias e a tomada de decisão, com opções detalhadas de acordo com as necessidades apontadas no questionário. “Mapeando os níveis tecnológicos dos produtores, poderemos conhecer melhor sua realidade tecnológica e sugerir de forma mais assertiva as tecnologias 4.0 dentro de uma curva de aprendizagem compatível com seu conhecimento, evitando frustações, aumentando eficiência dos equipamentos, otimizando os custos e potencializando o incremento da produtividade”, explicou Acosta. 

Para ele, a partir do desenvolvimento da plataforma, o Projeto Aquarius passa a ajudar também na transformação digital do agronegócio brasileiro e expande suas ações em nível nacional. “O projeto também irá criar um banco de informações sobre o estado da arte da digitalização dos produtores brasileiros, de forma segmentada e geográfica, permitindo, a partir de técnicas de análise de dados (Analytics), a geração de informações para a elaboração de políticas públicas e iniciativas privadas e o avanço da transformação digital no agro”, afirmou.

Uma das 50 propriedades que participou do projeto-piloto foi a Fazendas Reunidas Baumgart, em Rio Verde, Goiás. O CEO e sócio-proprietário, Alexandre Baumgart, destacou a importância do uso da tecnologia no agronegócio. “Atualmente não é possível produzir mais com menos se não for com tecnologia. Mas precisa ser uma tecnologia que, de fato, agregue valor, faça sentido para o usuário”.  

De acordo com ele, a iniciativa do projeto Aquarius, abraçada pelo Edital do Agro 4.0 da ABDI, é uma grande oportunidade para aumentar o nível de digitalização no campo, oferecendo informação de qualidade para que os produtores não fiquem defasados. “Com o pessoal da ABDI dando uma turbinada nisso era o que precisava. Eu percebo que o uso da tecnologia ficava restrito a pequenos núcleos de excelência e vejo que agora as coisas estão se movimentando”, concluiu. 

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