Durante participação na Conferência Internacional sobre Segurança Jurídica e Investimento Estrangeiro, na tarde da terça (25), no Panteão da Pátria, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, falou da importância de o Brasil ter estabilidade na interpretação das leis. “Com um ambiente jurídico estável, o Brasil legitima a confiança dos investidores e cria um ambiente mais atraente para os negócios”, defendeu.
Ferreira, que participou do painel sobre Comércio Eletrônico e Internacional, lembrou que o e-commerce pode ser uma importante saída para a ociosidade da indústria brasileira. “Por que não avançarmos nessa grande vitrine digital? A geração millennium está ávida e pronta para atuar com soluções para esse mercado e há grandes players interessados no Brasil. Mas, para entrarmos de vez nessa corrida, é preciso maior clareza na regulamentação do setor e maior segurança digital e jurídica”, alertou Guto. Em sua exposição, Guto Ferreira também falou da Agenda para a Indústria 4.0, coordenada pela ABDI e que engloba uma série de projetos e programas, entre eles o Conexão Startup Indústria, o Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes, a Plataforma BIM de Construção Inteligente (Building Information Modelling), o Hospital Inteligente, além de ações para segurança cibernética e o Laboratório de Inovação do Varejo (ProVA).
Segundo ele, o varejo, inclusive, é um dos setores que mais se beneficiará com o crescimento do comércio eletrônico. “A revolução digital é agora. Infelizmente ainda estamos muito atrasados. Na China, por exemplo, líder global em pagamentos digitais, a projeção é que, em 2021, quase 80% dos usuários utilizem seus smartphones para efetuar pagamentos. E esse é apenas um ensaio do que ainda está por vir”, apontou o presidente.
A Conferência foi promovida pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig) e contou com o apoio da ABDI. O presidente da Abrig, Guilherme Cunha Costa, lembrou que o Brasil tem passado por um período de instabilidade política, o que atrapalha a atração de investimentos tanto internos, quanto externos. “Nossas instituições são consolidadas, mas percebe-se uma judicialização da política e uma politização da justiça, fazendo com que nossa segurança jurídica seja afetada. Não precisamos de mais leis, precisamos, sim, de mais estabilidade", afirmou Costa.
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