Seminário reúne selecionados na segunda edição do Digital.BR

Seminário reúne selecionados na segunda edição do Digital.BR

Encontro virtual promove o intercâmbio de experiências entre projetos-piloto

Um seminário virtual promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) reuniu, na manhã desta terça-feira (04/07), primeiro dia do encontro, representantes de cinco dos 10 projetos selecionados na segunda edição do Programa Digital.BR, que atualmente integram a Etapa de Implementação dos Projetos-piloto. Aberto pelo presidente da ABDI, Igor Calvet, e pelo diretor de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico da Agência, Carlos Geraldo Santana, o seminário é voltado ao intercâmbio entre as redes apoiadas pelo programa e à apresentação das atividades de cada iniciativa.   

Calvet deu as boas-vindas aos participantes lembrando do lançamento do Digital.BR, em 2020, com foco na transformação digital das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). “É muito legal estar aqui, hoje, nesse processo, que é de construção conjunta, de cooperação, de intercambiar experiências a fim de fazer a melhor implementação possível”, afirmou. “O papel da ABDI é fomentar. Mas é cada um de vocês que faz acontecer, na verdade, o nosso programa”, acrescentou, em incentivo aos participantes.

Carlos Geraldo destacou igualmente a oportunidade de troca de experiências no encontro. “Eu creio que essa interação vai fazer com que todos cresçam e tenham conhecimento, também, das coisas boas que estão acontecendo nos outros projetos, nessas outras parcerias”.   

Soluções
O primeiro dia do seminário, que terá continuidade nesta quarta-feira (05/07), com a participação dos outros cinco projetos selecionados, concedeu 10 minutos para as redes apresentarem e descreverem aspectos de seus projetos, implementados também com apoio do Senai e do Sebrae.      

“É a máquina que nos controla ou a gente controla a máquina?”, provocou o responsável pelo projeto Inova Digital MS, do Mato Grosso do Sul, João Victor Dias Toledo, sobre as perdas resultantes da ineficiência ou da quebra de equipamentos de uma empresa. Com foco na gestão de ativos e manutenção, o projeto atende 63 empresas com a implementação do PCM Digital, solução tecnológica para planejamento e controle da manutenção que organiza, otimiza e digitaliza processos que melhoram o controle e o aproveitamento de ativos. “Basta ter acesso à internet para usar o software. É Plataforma de Software como Serviço (PaaS), sem necessidade de instalação”, explicou, lembrando ser desnecessário uma equipe de TI.            

Segundo projeto apresentado, a Rede Alagoana de Transformação Digital apresentou o desenvolvimento e a implantação de uma plataforma para gerenciamento de indicadores de desempenho de produtividade em mais de 60 micro, pequenas e médias indústrias dos segmentos de vestuário, plástico e alimentos, em Alagoas. “Identificamos uma cultura incipiente das empresas em relação ao monitoramento de indicadores de produção. Sem fazê-lo, é muito difícil saber o quanto a empresa está sendo produtiva ou não”, explicou Maicon Lacerda, coordenador do projeto, cuja plataforma Produtiva, é disponibilizada em ambientes web e mobile e inclui, também, capacitações e treinamentos. 

O seminário teve sequência com o projeto Plataforma da Indústria, que desenvolve uma PaaS em nuvem baseada em modelos preditivos (algoritmos de Inteligência Artificial). Por meio dela, sensores podem monitorar o mau funcionamento de máquinas e componentes de equipamentos como rotores e compressores. A cargo da Rede Pernambucana de Inovação Tecnológica e desenvolvida com 50 empresas, a solução acompanha variáveis de ruído, vibração e temperatura, antecipando, assim, falhas de equipamentos por meio de sensoriamento IoT. “Estamos verificando como a comunicação com as equipes, supervisores de manutenção e pessoal de chão de fábrica consegue ter essa melhor visualização. É um dos desafios, também, desse projeto”, explicou a representante, Isabelly da Costa.  

Consumo consciente     
Na Região Norte, o Projeto Mais Rondônia, por sua vez, trabalha com 50 empresas na instalação de medidores de energia inteligentes, conectados à Internet e sincronizados com interface, voltados ao monitoramento e à otimização do consumo de energia elétrica. “Estamos trabalhando a questão do consumo consciente”, disse a consultora do Senai, Lissandra Souza, sobre a abordagem do projeto junto a empresários resistentes à adoção da solução. “Nossa perspectiva é de escala. De um potencial de replicação desse projeto, não somente agora, em Porto Velho, mas com expansão para todo o estado”.    

Última iniciativa a se apresentar no primeiro dia do seminário, a Rede Mais Performance Moda, que atua junto a 59 empresas no Rio Grande do Norte, trabalha no desenvolvimento e implementação de um Sistema Inteligente de Controle e Gerenciamento de Produção Têxtil, destinado a aumentar a eficiência de oficinas de costura. Segundo a representante do projeto, Camila Ferreira, a solução integrada por um hardware e um software demandam, também, capacitação de pessoal. “Não vale somente trazer o sistema, trazer a temática, trazer as informações se as pessoas não souberem analisar o dado”, explicou. “Esse projeto precisa ser encaminhado juntamente com treinamento e capacitação para a cultura da empresa”, explicou.      

Apoio metodológico e financeiro      
Lançado em 2020, o Digital.BR é uma ação da ABDI destinada a estimular projetos propostos por redes e ecossistemas de inovação voltados à transformação digital de MPMEs dos segmentos da indústria, comércio e serviços. O segundo edital do programa oferece apoio metodológico e financeiro às iniciativas selecionadas. Para a implementação do piloto, de acordo com a colocação obtida, os projetos receberam premiações da Agência entre R$ 350.000,00 e R$ 550.000,00.         

  

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