ADBI e PTI testam cão-robô em instalações da Petrobras

Spot atua em áreas e instalações industriais de alto-risco, como usinas petrolíferas e mineradoras

Em uma iniciativa inédita, começaram os primeiros testes com o cão-robô nas instalações da Petrobras. Próprio para atuar na manutenção de equipamentos posicionados em áreas e instalações de alto-risco, Spot, como é chamado o cão-robô, está sendo testado no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), localizado no Rio de Janeiro (RJ).

Sob a supervisão das equipes do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e da Petrobras, Spot visitou espaços restritos de operação industrial da unidade da petroleira, andou por áreas técnicas e passou por testes genéricos, como análise dos equipamentos de iluminação, das câmeras, além da produção de relatórios, registros e verificações de pontos previamente escolhidos.

Spot não é um robô comum. Além da forma, seu desempenho também é como o de um cão: com quatro patas, ele é capaz de andar, agachar e até dar pequenos saltos. É o primeiro modelo a chegar ao Brasil por meio da parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o PTI. 

“O Spot chama a atenção pelo desempenho como o de um cachorro, mas esse modelo é proposital para o tipo de serviço que é operado em áreas de alto-risco. Além disso, essa estrutura preserva vidas em trabalhos perigosos e comporta as tecnologias essenciais para operar as redes 5G industriais”, afirma Tiago Faierstein, gerente da Unidade de Novos Negócios da ABDI.

A proposta é que aconteçam mais testes para definições de aplicabilidade do robô em espaços do Cenpes, na Petrobras. Ao todo, serão oito meses de testes, para então realizar a análise da viabilidade econômica de alguns trabalhos que podem ser executados pelo equipamento, ajudando na atuação técnica em áreas críticas.

“Esses testes objetivam a disrupção tecnológica, a redução de riscos e o ganho de produtividade para o setor industrial brasileiro”, explica a presidente da ABDI, Cecília Vergara.

O coordenador do PTI, José Alberto Pereira, ressalta que a instituição está em constante melhoria do uso do cão-robô. “Buscamos sempre aprimorar a operação do robô, ganhando conhecimento e entendendo a melhor forma de usá-lo em inspeções industriais.”

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